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Publicada em 13/10/2026 às 18:30 | Atualizada em 13/10/2026 às 18:39

Luiza Brunet critica valor de indenização após ex ser condenado por agressão

A empresária se pronunciou sobre a decisão nas redes sociais, onde publicou fotos que registram as agressões sofridas

Da Redação

Divulgação

Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

Nesta terça-feira, dia 13, Luiza Brunet usou suas redes sociais para desabafar e comentar a indenização que Lirio Parisotto terá de pagar a ela pelo caso de violência doméstica ocorrido em 2016. A Justiça de São Paulo condenou o empresário a pagar 150 mil reais à modelo, quantia que foi criticada por ela, que também explicou o motivo de sua insatisfação.

Depois de tantos anos, finalmente saiu a sentença que condenou meu agressor a me indenizar pelos danos morais que me causou. A Justiça reconheceu a violência que sofri. Mas reconhecer o dano não significa, necessariamente, repará-lo de maneira justa. A indenização foi fixada em R$ 150mil. Sei que é um valor expressivo para a imensa maioria dos brasileiros. Mas também sei que, diante da realidade financeira de quem me agrediu, representa muito pouco. E é justamente essa reflexão que quero trazer.

E continuou:

Qual é a eficácia de uma condenação que praticamente não afeta o patrimônio de quem praticou uma violência tão grave?Não se trata de colocar preço na dor. Nenhum dinheiro apaga uma agressão, devolve a tranquilidade perdida ou repara integralmente as marcas físicas e emocionais deixadas pela violência.Trata-se de compreender que uma indenização precisa ter significado também para quem é condenado.Quando seu valor é insignificante diante da capacidade econômica do agressor, sua eficácia como instrumento de responsabilização e prevenção fica comprometida.

Em seguida, Luiza contou um pouco como foram os seus últimos anos e como foi enfrentar as lembranças e exposições:

Durante todos esses anos, enfrentei não apenas as consequências das agressões, mas também a exposição, os ataques à minha imagem e o desgaste de uma batalha judicial que parecia não ter fim.Apesar de tudo, transformei parte dessa dor em propósito. Passei adessa dor em propósito. Passei a dedicar minha voz, meu trabalho e minha visibilidade à defesa dos direitos das mulheres. Encontrei, na minha própria história, uma razão ainda maior para lutar por tantas outras.

Luiza então emendou:

Hoje, reconheço nessa sentença mais um passo importante de uma caminhada que exigiu coragem, resistência e perseverança. Mas essa luta ainda não terminou.Continuarei buscando uma reparação que seja proporcional à gravidade da violência que sofri e às consequências que ela deixou na minha vida. Não apenas por mim, mas por todas as mulheres que precisam acreditar que a Justiça é capaz de oferecer respostas efetivas à violência.

No fim do desabafo, Luiza falou sobre as consequências que os agressores de mulheres devem enfrentar:

Ainda estamos longe de oferecer às mulheres a proteção e a reparação que elas merecem. Precisamos discutir a efetividade das penas aplicadas aos agressores e a necessidade de critérios de indenização que considerem não apenas a gravidade da violência e a extensão dos danos, mas também a realidade econômica de quem os causou. Porque uma condenação que pesa profundamente na vida de uma vítima não pode ser apenas uma despesa irrelevante na vida de seu agressor. A violência contra a mulher precisa ter consequências reais. E nenhuma mulher deveria precisar lutar por tantos anos para ser ouvida, respeitada e reparada.

Confira:

Vale lembrar que as agressões foram cometidas em 22 de maio de 2016, em Nova York, nos Estados Unidos.

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Luiza Brunet critica valor de indenização após ex ser condenado por agressão

Luiza Brunet critica valor de indenização após ex ser condenado por agressão

13/Out/

Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

Nesta terça-feira, dia 13, Luiza Brunet usou suas redes sociais para desabafar e comentar a indenização que Lirio Parisotto terá de pagar a ela pelo caso de violência doméstica ocorrido em 2016. A Justiça de São Paulo condenou o empresário a pagar 150 mil reais à modelo, quantia que foi criticada por ela, que também explicou o motivo de sua insatisfação.

Depois de tantos anos, finalmente saiu a sentença que condenou meu agressor a me indenizar pelos danos morais que me causou. A Justiça reconheceu a violência que sofri. Mas reconhecer o dano não significa, necessariamente, repará-lo de maneira justa. A indenização foi fixada em R$ 150mil. Sei que é um valor expressivo para a imensa maioria dos brasileiros. Mas também sei que, diante da realidade financeira de quem me agrediu, representa muito pouco. E é justamente essa reflexão que quero trazer.

E continuou:

Qual é a eficácia de uma condenação que praticamente não afeta o patrimônio de quem praticou uma violência tão grave?Não se trata de colocar preço na dor. Nenhum dinheiro apaga uma agressão, devolve a tranquilidade perdida ou repara integralmente as marcas físicas e emocionais deixadas pela violência.Trata-se de compreender que uma indenização precisa ter significado também para quem é condenado.Quando seu valor é insignificante diante da capacidade econômica do agressor, sua eficácia como instrumento de responsabilização e prevenção fica comprometida.

Em seguida, Luiza contou um pouco como foram os seus últimos anos e como foi enfrentar as lembranças e exposições:

Durante todos esses anos, enfrentei não apenas as consequências das agressões, mas também a exposição, os ataques à minha imagem e o desgaste de uma batalha judicial que parecia não ter fim.Apesar de tudo, transformei parte dessa dor em propósito. Passei adessa dor em propósito. Passei a dedicar minha voz, meu trabalho e minha visibilidade à defesa dos direitos das mulheres. Encontrei, na minha própria história, uma razão ainda maior para lutar por tantas outras.

Luiza então emendou:

Hoje, reconheço nessa sentença mais um passo importante de uma caminhada que exigiu coragem, resistência e perseverança. Mas essa luta ainda não terminou.Continuarei buscando uma reparação que seja proporcional à gravidade da violência que sofri e às consequências que ela deixou na minha vida. Não apenas por mim, mas por todas as mulheres que precisam acreditar que a Justiça é capaz de oferecer respostas efetivas à violência.

No fim do desabafo, Luiza falou sobre as consequências que os agressores de mulheres devem enfrentar:

Ainda estamos longe de oferecer às mulheres a proteção e a reparação que elas merecem. Precisamos discutir a efetividade das penas aplicadas aos agressores e a necessidade de critérios de indenização que considerem não apenas a gravidade da violência e a extensão dos danos, mas também a realidade econômica de quem os causou. Porque uma condenação que pesa profundamente na vida de uma vítima não pode ser apenas uma despesa irrelevante na vida de seu agressor. A violência contra a mulher precisa ter consequências reais. E nenhuma mulher deveria precisar lutar por tantos anos para ser ouvida, respeitada e reparada.

Confira:

Vale lembrar que as agressões foram cometidas em 22 de maio de 2016, em Nova York, nos Estados Unidos.

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