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Publicada em 11/06/2021 às 11:00 | Atualizada em 11/06/2021 às 11:11

Na véspera do Dia dos Namorados, Melim lança álbum em homenagem a Djavan - que participa de uma das faixas; ouça!

O trio ainda falou sobre a emoção de ficar cara a cara com o ídolo, e contou os melhores momentos dos bastidores

Yasmin Luara

Divulgação-Sergio Blazer

Quem nunca sonhou em conhecer seu ídolo? Pois o trio Melim mostrou que é gente como a gente e relatou altas emoções ao conhecerem o cantor Djavan, a quem se referem como uma grande inspiração para a carreira. A paixão é tanta que o novo álbum da banda, Deixa Vir do Coração, lançado nesta sexta-feira, dia 11, é uma grande homenagem ao renomado artista, e traz uma releitura de 13 de suas obras - além da participação do próprio cantor em uma das faixas.

Durante coletiva de imprensa na qual o ESTRELANDO esteve presente, o trio falou sobre a emoção de conhecer o homem que tanto os inspirou ao longo de suas vidas. Sobre isso, Diogo conta que a ficha ainda não caiu direito:

- É o tipo de coisa que é muito intensa, como talvez a melhor coisa da sua vida. Quando eu tiver 70 anos de idade eu vou lembrar do dia que a gente conheceu o Djavan, que a gente gravou com ele. A gente ainda está digerindo isso, de uma maneira ótima e boa.

- Acho que aconteceu da melhor forma. Conhecer um dos nossos maiores ídolos da música, gravando com eles, isso é uma coisa muito especial. A gente realmente estava fazendo algo que é do fundo do nosso coração, completa Rodrigo.

Os protocolos de segurança por conta da pandemia do novo coronavírus, é claro, foram levados bem a sério pela banda. Gabi conta que toda a produção foi feita com equipe reduzida e que todos, inclusive o trio, fizeram quatro testes para a detecção da Covid-19 antes de encontrarem com Djavan: dois nos dois dias que antecederam a gravação, e dois no próprio dia.

- A gente ficou de máscara o tempo todo, os pedestais foram colocados com distanciamento e só na hora de cantar que a gente tirava a máscara, então a gente não conseguiu nem abraçá-lo. Quem sabe em um futuro próximo?

A participação de Djavan, inclusive, foi espontânea. O trio conta que, depois de conseguir a permissão do artista para regravar alguns de seus sucessos sob a cautelosa produção de seu próprio filho, Max Viana , cantar ao lado do músico era algo que nunca havia sido cogitado pelos irmãos - que se surpreenderam quando a proposta veio do homenageado:

- Na verdade ele manifestou a vontade de participar, com a frase: Será que eles iriam gostar se eu, de repente, cantasse uma música com eles? É muito engraçada a forma de perguntar né, porque pra gente era algo inimaginável. Ele entrou bem no finalzinho. A gente ficou sabendo numa reunião, e como a Gabi falou, eu quase caí pra trás, aponta Diogo.

A faixa que conta com a participação de Djavan é Outono, e Gabi Melim revela que foi o próprio cantor que escolheu qual música iria gravar com o trio:

- Acho que ele escolheu a Outono porque é um lado b do trabalho dele, apesar de tocar muito nas rádios. Eu acho que ele queria uma música que não fosse tão cantada quanto as outras pra dar esse ar de ineditismo com a gente.

A seleção das faixas para compor o álbum, aliás, parece ter sido difícil. O trio menciona que a obra de Djavan é muito extensa - entre 1976 e 2018, o cantor lançou cerca de 25 álbuns -, e que foram obrigados a deixar muitos sucessos de fora. Diogo já entrega que os irmãos quiseram brigar para colocar o máximo de letras possíveis:

- Na verdade, quando a gente chegou no limite mínimo de repertório, eram 20 músicas, era assim: Não tem como tirar nenhuma música, são 20. Só que daí não é assim que as coisas funcionam quando você vai gravar um álbu. Reduzimos para 13, chorando.

A banda, é claro, também comentou sobre o desafio de regravar as obras de um cantor tão renomado, e destacou que a escolha de trazer uma versão acústica, majoritariamente marcada pelo vocal e pelo violão, veio para acrescentar um toque característico da banda. No fim, isso acabou reforçando o viés romântico das faixas - algo que motivou a escolha de lançar o projeto às vésperas do Dia dos Namorados.

A emoção de compartilhar os vocais com Djavan, inclusive, é algo que definitivamente marcou o trio e deixou inúmeras memórias boas, como conta Rodrigo:

- Você poder cantar algo olhando no olho do seu ídolo é muito especial e eu me senti muito privilegiado de a gente estar ali. Como a gente fez uma divisão diferente do que ele está acostumado, porque somos mais gente cantando, às vezes ele também perdia a entrada de algum pedaço e daí ele já começava a rir, e foi uma parada muito especial.

Rodrigo e Diogo, aliás, concordam que talvez o momento mais especial tenha sido quando Djavan entrou no estúdio, e contam que o momento foi muito idealizado - mas, no fim, atendeu bem às expectativas:

- O momento mais inesquecível foi na chegada dele. Porque você fica idealizando muitas coisas, quer conhecer a pessoa... e foi exatamente da forma que a gente esperava, foi quase como se a gente estivesse sonhando acordado, entregou Rod.

- O sentimento é tipo festa de 15 anos, a hora que a debutante desce a escada e você fica esperando. Quando ele entrou no estúdio, já deu aquele frio na barriga assim. Não tinha nem como sair porque a porta estava atrás dele, se você fosse sair ia ter que passar por ele. [Pensei]: Não tem mais como fugir, complementou Diogo

Já para Gabi, a memória que ficou gravada é outra um pouco mais engraçada. Ela relembra que Djavan acabou acompanhando todo o processo de gravação no backstage, através do filho Max, e que recebeu um recado dele sobre uma das notas que havia cantado:

- Eu lembro que na Outono tinha uma nota que eu cantei uma melodia diferente, foi literalmente uma nota, e o Max veio falar comigo que a gente precisava ver de repente de regravar só essa nota. E eu falei: Mas você tem certeza? E aí ele: Tenho, papai que falou. [risos]

Rodrigo ainda relata uma experiência curiosa ao longo das gravações: ele conta que a filha de uma das pessoas envolvidas com a produção dos álbuns da banda é grande fã do trio, e que foi após a gravação com Djavan que a pequena finalmente teve a oportunidade de se encontrar com seus próprios ídolos: os irmãos Melim.

- A gente ficou gravando algumas horas, foram muitos takes, e a gente teve o privilégio de conhecer o nosso ídolo naquela noite. E aí quando a gente saiu, já muito tarde, a filha dele estava lá fora e ela estava com o casaco do Eu feat. Você. Ela não tinha tirado nenhuma foto com a gente até então, e aí quando a gente saiu, tiramos uma foto com ela, e ela me abraçou. Eu fiquei o maior tempão abraçado com ela e ela falou: Eu não vou soltar, se você não soltar eu não vou soltar. E foi muito louco, porque eu estava exatamente com o sentimento que ela devia estar sentindo por nós, e que eu estava sentindo pelo Djavan. Foi uma coisa muito especial.

Os planos para a divulgação do disco ainda não estão definidos - mas Rodrigo ressalta que não vê a hora de voltar a fazer shows para poder divulgar não apenas este, mas os outros dois trabalhos desenvolvidos durante a pandemia: Eu feat. Você e Amores e Flores. Diogo, inclusive, revela que sente saudades da interação com o público - mas afirma que a banda não irá se apresentar até que seja seguro.

- A gente sente falta até de errar a letra e falar: agora só vocês! [risos]. Teve uma época que liberaram os shows em algum lugares, mas a gente, por questão de moral, não se sentia à vontade, não concordava de fazer enquanto a população não estivesse segura, então vai depender muito disso.

As 13 faixas que compõem o álbum são Oceano, Lilás, Se..., Eu Te Devoro, Azul, Navio, Nem Um Dia, Outono, Acelerou, Cigano, Flor de Lis, Linha do Equador e, finalmente, Samurai. O trio ainda conta que o guitarrista Juliano Moreira, que acompanha a banda desde o início da carreira e também é fã assumido de Djavan, também participou dos vocais da música Nem Um Dia.

Já a obra Flor de Lis tem um gosto mais especial para o trio, como destaca Rodrigo. É que antes que o trio Melim surgisse, Gabi atuava como cantora de samba em botecos e bares do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, e a versão samba da faixa estava constantemente presente em seu repertório:

- Eu perdi a conta de quantas vezes a gente viu a Gabi cantando Flor de Lis nas casas da Lapa, na versão samba, então foi muito especial a gente poder botar essa música. Eu fico tão feliz de ouvir essa canção e imaginar lá atrás, quem imaginaria que essa menina que cantava em todos os bares da Lapa, fazia show pra caramba, um dia ia estar aqui.

Apesar disso, a irmã declara ser impossível escolher uma única faixa para chamar de preferida:

- É muito difícil eleger uma, acho que isso é a coisa mais difícil para um intérprete e para um compositor também, decidir qual é A música [risos].

O trio ainda avisa que ainda tem mais um projeto para o final de 2021 - mas, até lá, os fãs poderão se deleitar com o clipe de cada uma das faixas do novo álbum, que serão lançados em blocos semanais no YouTube. Os primeiros quatro clipes, inclusive, foram lançados nesta sexta-feira, dia 11, e contemplam as faixas Samurai, Se, Acelerou e Outono, que conta com a participação de Djavan - e que você confere abaixo!


A seguir, saiba quem são os ídolos dos famosos!


E durante a Comic Con de 2011, Taylor Lautner revelou ter uma série de inspirações, sendo Matt Damon uma delas. O astro teen disse ainda que Tom Cruise é outro famoso que ele é fã e que teria sorte de ter um décimo da carreira que todos eles construíram.

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