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Publicada em 12/01/2026 às 10:00 | Atualizada em 12/01/2026 às 10:07

No Fantástico, Lilia Cabral homenageia Manoel Carlos: Ele viu em mim a capacidade de entregar profundidade, além de leveza

O autor de novelas morreu aos 92 anos de idade, em São Paulo

Da Redação

Divulgação-TV Globo

Um último adeus a Manoel Carlos! No Fantástico do último domingo, dia 11, Lilia Cabral, que trabalhou em novelas como Viver a Vida, A Força do Querer, Fina Estampa e Páginas da Vida, prestou uma homenagem ao amado escritor de novelas, que morreu aos 92 anos de idade, em São Paulo. 

Com muita emoção, ela começou dizendo:

- Muitas vezes, a gente caminha pela vida – e pela arte – achando que já sabe quem é. Antes do Manoel Carlos, eu sentia que as pessoas me viam de um jeito muito específico: eu era a atriz divertida, colorida. Mas o Maneco tinha um olhar de raio-X e ele viu em mim a capacidade de entregar profundidade, além de leveza. Eu lia os textos dele e pensava: Ah meu Deus, mas como é que se diz isso? Mas ele sabia. Ele ia desenhando cada personagem nas entrelinhas com aquela sabedoria de quem observa a vida da janela. O Maneco me deu algo ainda mais valioso: a coragem. 

Em seguida, Lilia relembrou uma antiga entrevista do autor, carinhosamente chamado de Maneco:

- Em depoimento ao Memória Globo, o Maneco escreveu: Procuro contar uma história e não me preocupo que ela seja verdadeira. Eu me preocupo que ela seja verossímil. O que me interessa é criar uma ponte entre a minha criação e o telespectador. Por isso, uso elementos do dia a dia nas minhas novelas. Isso aproxima muito o telespectador da trama. Muitas vezes, acabo transformando as histórias noticiadas, como aconteceram mesmo. Elas ganham credibilidade, transpiram verdade. É preciso que ela passe pela lente da ficção, porque, às vezes, a realidade, de tão surpreendente, não é muito crível. Quero alcançar as pessoas naquilo que elas têm de mais íntimo e pessoal, que é a família. Faço novelas para que as pessoas digam: Tenho um tio igualzinho àquele personagem da sua novela ou A minha mãe disse exatamente aquilo para mim. Há uma frase que me norteia profissionalmente e que eu repito: O grande problema da ficção é que ela precisa fazer sentido, enquanto a realidade não precisa.

Ao finalizar a homenagem, a atriz declarou:

- Maneco, a sua grandeza foi trazer tanta verdade pra tela, que a gente muitas vezes esquecia o que era novela, o que era realidade. Nossa gratidão será eterna. Descanse em paz.

Assista abaixo:

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No Fantástico, Lilia Cabral homenageia Manoel Carlos: Ele viu em mim a capacidade de entregar profundidade, além de leveza

12/Jan/

Um último adeus a Manoel Carlos! No Fantástico do último domingo, dia 11, Lilia Cabral, que trabalhou em novelas como Viver a Vida, A Força do Querer, Fina Estampa e Páginas da Vida, prestou uma homenagem ao amado escritor de novelas, que morreu aos 92 anos de idade, em São Paulo. 

Com muita emoção, ela começou dizendo:

- Muitas vezes, a gente caminha pela vida – e pela arte – achando que já sabe quem é. Antes do Manoel Carlos, eu sentia que as pessoas me viam de um jeito muito específico: eu era a atriz divertida, colorida. Mas o Maneco tinha um olhar de raio-X e ele viu em mim a capacidade de entregar profundidade, além de leveza. Eu lia os textos dele e pensava: Ah meu Deus, mas como é que se diz isso? Mas ele sabia. Ele ia desenhando cada personagem nas entrelinhas com aquela sabedoria de quem observa a vida da janela. O Maneco me deu algo ainda mais valioso: a coragem. 

Em seguida, Lilia relembrou uma antiga entrevista do autor, carinhosamente chamado de Maneco:

- Em depoimento ao Memória Globo, o Maneco escreveu: Procuro contar uma história e não me preocupo que ela seja verdadeira. Eu me preocupo que ela seja verossímil. O que me interessa é criar uma ponte entre a minha criação e o telespectador. Por isso, uso elementos do dia a dia nas minhas novelas. Isso aproxima muito o telespectador da trama. Muitas vezes, acabo transformando as histórias noticiadas, como aconteceram mesmo. Elas ganham credibilidade, transpiram verdade. É preciso que ela passe pela lente da ficção, porque, às vezes, a realidade, de tão surpreendente, não é muito crível. Quero alcançar as pessoas naquilo que elas têm de mais íntimo e pessoal, que é a família. Faço novelas para que as pessoas digam: Tenho um tio igualzinho àquele personagem da sua novela ou A minha mãe disse exatamente aquilo para mim. Há uma frase que me norteia profissionalmente e que eu repito: O grande problema da ficção é que ela precisa fazer sentido, enquanto a realidade não precisa.

Ao finalizar a homenagem, a atriz declarou:

- Maneco, a sua grandeza foi trazer tanta verdade pra tela, que a gente muitas vezes esquecia o que era novela, o que era realidade. Nossa gratidão será eterna. Descanse em paz.

Assista abaixo: