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Publicada em 18/05/2026 às 11:32 | Atualizada em 18/05/2026 às 12:45

Ju Massaoka explica como colocaram produto sintético em seu nariz sem ela saber: Não me falou é que ele usaria PMMA

A repórter compartilhou seu relato nas redes sociais

Da Redação

Divulgação-TV Globo

Ju Massaoka compartilhou um susto que teve em abril deste ano ao descobrir que poderia ter seu nariz necrosado por conta de um erro médico. Na época, ela relatou que colocaram PMMA, um componente plástico sintético utilizado em procedimentos médicos e estéticos na forma de microesferas em gel, que em alguns casos podem causar caroços severos, deformidades permanentes, necrose e infecções, podendo em casos mais graves ocorrer a morte do tecido da pele, em seu nariz. 

Agora, a repórter explicou como que isso aconteceu, respondendo a pergunta de muitos de seus seguidores:

- Muita gente ainda tem essa dúvida: como é que o PMMA veio parar no meu nariz sem eu saber? Bom, deixa eu apresentar para vocês a Juju de 16 anos [de idade]. Olha eu em 2006 com o meu nariz original de fábrica, do jeitinho que ele veio ao mundo.[...] Uma coisa que eu não tinha com 16 anos, nada, nada, nada, era autoestima. Eu era bem insegura e esse nariz um pouquinho mais largo, com esse ossinho saltado no dorso, me deixava assim, me incomodava um pouquinho. Agora, passou a incomodar muito mais quando outras pessoas começaram a criticá-lo, e, no meu caso, eu nunca sofri aquele bullying de filme, eram pessoas próximas, ou eu achava que eram próximas, então, minhas amigas, crushzinhos, familiares... isso começou a mexer muito comigo. Então, eu coloquei na cabeça que eu precisava de uma plástica no meu nariz.

Em seguida, Ju contou como foi o processo da realização da cirurgia

- Eu perturbei o juízo da minha mãe até ela concordar. E demorou, viu? Porque, primeiro, convenci minha mãe. E aí, a gente começou uma pesquisa enorme para encontrar um excelente cirurgião lá em Curitiba. Um cara renomado, reconhecido, recomendado, qualificado, experiente, com bons resultados. E só lá em 2007, com 17 anos, eu fui fazer a bendita da cirurgia. Mas não sem antes perguntar pro médico tudo exatamente como ia acontecer e ele me explicou que teria cortes, me explicou que ele poderia quebrar ou lixar esse ossinho aqui da giba que ele cortaria ou moldaria algumas cartilagens, daria pontos para fazer o formato da pontinha. 

A apresentadora continuou explicando e revelou que não foi avisada pelo profissional sobre o uso do componente:

- Ele me explicou também que o pós-operatório seria um pouquinho complicado. Dificuldade de respiração, roxo, inchaço e falou que eu teria que descansar muito, tomar alguns remédios e, principalmente, seguir a risca todas as orientações do médico, e foi o que eu fiz. Eu voltei várias vezes ao consultório dele e obedeci a tudo que ele me mandava fazer. O que ele não me falou é que ele usaria PMMA, ou polimetilmetacrilato. 

Ju procurou dados para mostrar que desde 2007, ano em que realizou sua rinoplastia, o PMMA já era considerado de risco:

- Em 2007, a Anvisa já considerava o PMMA como um produto de saúde classe 4. Risco máximo. Produto permanente que pode causar dor, vermelhidão, inchaço, alergia, nódulos, necrose, entupimento de vasos, inflamação crônica, granulomas, migração do produto, problemas sistêmicos, uma série de coisas. Inclusive, recentemente, o Jornal Nacional exibiu reportagens mostrando mulheres que morreram por conta da aplicação do PMMA. A gente exibiu isso no Mais Você. E depois do meu relato, muitos familiares de vítimas fatais desse produto entraram em contato comigo. 

Ela ainda aproveitou para apontar o que deveria ter sido feito pelo médico na época:

- Antes de aplicar o produto no meu rosto, esse médico tinha que ter conversado comigo e com a minha mãe, falado: Olha, esse produto traz alguns riscos, é um produto permanente, entra no seu corpo, pode dar reação agora ou anos depois. Pode inflamar, pode infeccionar, pode dar caroço, pode deformar, pode ser muito difícil ou quase impossível de retirar. Enfim, explicar tudo. Aí, só depois de entender muito bem, é que a paciente, ou no caso, a responsável, na época, minha mãe, aceitaria ou não a injeção do PMMA. O que não foi feito. O ideal mesmo é ter um termo de consentimento informado e assinado, com todos os riscos ali descritos. Também não foi feito. Mas o principal, não é pegar uma assinatura aqui. É fazer com que o paciente ou o responsável, de fato, entendam o perigo, os riscos que estão correndo com determinado procedimento. 

Por fim, Ju lamentou que alguns profissionais ainda utilizam o componente sem avisar os pacientes, que acabam passando pelo mesmo que ela:

- Sabe o que é o mais triste? Tem muita gente da área da saúde, profissionais mesmo, médicos ou não, que continuam fazendo isso até hoje. Então, muita gente descobre que tem PMMA no corpo ou no rosto tempos depois que o negócio foi aplicado.

Já nos segue no Instagram? Por lá, compartilhamos tudo sobre celebridades, estilo, realities, séries, teen, bastidores do entretenimento e reportagens exclusivas. Vai ficar de fora dessa? O nosso perfil é @portal.estrelando. 

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Ju Massaoka explica como colocaram produto sintético em seu nariz sem ela saber: <i>Não me falou é que ele usaria PMMA</i>

Ju Massaoka explica como colocaram produto sintético em seu nariz sem ela saber: Não me falou é que ele usaria PMMA

18/Mai/

Ju Massaoka compartilhou um susto que teve em abril deste ano ao descobrir que poderia ter seu nariz necrosado por conta de um erro médico. Na época, ela relatou que colocaram PMMA, um componente plástico sintético utilizado em procedimentos médicos e estéticos na forma de microesferas em gel, que em alguns casos podem causar caroços severos, deformidades permanentes, necrose e infecções, podendo em casos mais graves ocorrer a morte do tecido da pele, em seu nariz. 

Agora, a repórter explicou como que isso aconteceu, respondendo a pergunta de muitos de seus seguidores:

- Muita gente ainda tem essa dúvida: como é que o PMMA veio parar no meu nariz sem eu saber? Bom, deixa eu apresentar para vocês a Juju de 16 anos [de idade]. Olha eu em 2006 com o meu nariz original de fábrica, do jeitinho que ele veio ao mundo.[...] Uma coisa que eu não tinha com 16 anos, nada, nada, nada, era autoestima. Eu era bem insegura e esse nariz um pouquinho mais largo, com esse ossinho saltado no dorso, me deixava assim, me incomodava um pouquinho. Agora, passou a incomodar muito mais quando outras pessoas começaram a criticá-lo, e, no meu caso, eu nunca sofri aquele bullying de filme, eram pessoas próximas, ou eu achava que eram próximas, então, minhas amigas, crushzinhos, familiares... isso começou a mexer muito comigo. Então, eu coloquei na cabeça que eu precisava de uma plástica no meu nariz.

Em seguida, Ju contou como foi o processo da realização da cirurgia

- Eu perturbei o juízo da minha mãe até ela concordar. E demorou, viu? Porque, primeiro, convenci minha mãe. E aí, a gente começou uma pesquisa enorme para encontrar um excelente cirurgião lá em Curitiba. Um cara renomado, reconhecido, recomendado, qualificado, experiente, com bons resultados. E só lá em 2007, com 17 anos, eu fui fazer a bendita da cirurgia. Mas não sem antes perguntar pro médico tudo exatamente como ia acontecer e ele me explicou que teria cortes, me explicou que ele poderia quebrar ou lixar esse ossinho aqui da giba que ele cortaria ou moldaria algumas cartilagens, daria pontos para fazer o formato da pontinha. 

A apresentadora continuou explicando e revelou que não foi avisada pelo profissional sobre o uso do componente:

- Ele me explicou também que o pós-operatório seria um pouquinho complicado. Dificuldade de respiração, roxo, inchaço e falou que eu teria que descansar muito, tomar alguns remédios e, principalmente, seguir a risca todas as orientações do médico, e foi o que eu fiz. Eu voltei várias vezes ao consultório dele e obedeci a tudo que ele me mandava fazer. O que ele não me falou é que ele usaria PMMA, ou polimetilmetacrilato. 

Ju procurou dados para mostrar que desde 2007, ano em que realizou sua rinoplastia, o PMMA já era considerado de risco:

- Em 2007, a Anvisa já considerava o PMMA como um produto de saúde classe 4. Risco máximo. Produto permanente que pode causar dor, vermelhidão, inchaço, alergia, nódulos, necrose, entupimento de vasos, inflamação crônica, granulomas, migração do produto, problemas sistêmicos, uma série de coisas. Inclusive, recentemente, o Jornal Nacional exibiu reportagens mostrando mulheres que morreram por conta da aplicação do PMMA. A gente exibiu isso no Mais Você. E depois do meu relato, muitos familiares de vítimas fatais desse produto entraram em contato comigo. 

Ela ainda aproveitou para apontar o que deveria ter sido feito pelo médico na época:

- Antes de aplicar o produto no meu rosto, esse médico tinha que ter conversado comigo e com a minha mãe, falado: Olha, esse produto traz alguns riscos, é um produto permanente, entra no seu corpo, pode dar reação agora ou anos depois. Pode inflamar, pode infeccionar, pode dar caroço, pode deformar, pode ser muito difícil ou quase impossível de retirar. Enfim, explicar tudo. Aí, só depois de entender muito bem, é que a paciente, ou no caso, a responsável, na época, minha mãe, aceitaria ou não a injeção do PMMA. O que não foi feito. O ideal mesmo é ter um termo de consentimento informado e assinado, com todos os riscos ali descritos. Também não foi feito. Mas o principal, não é pegar uma assinatura aqui. É fazer com que o paciente ou o responsável, de fato, entendam o perigo, os riscos que estão correndo com determinado procedimento. 

Por fim, Ju lamentou que alguns profissionais ainda utilizam o componente sem avisar os pacientes, que acabam passando pelo mesmo que ela:

- Sabe o que é o mais triste? Tem muita gente da área da saúde, profissionais mesmo, médicos ou não, que continuam fazendo isso até hoje. Então, muita gente descobre que tem PMMA no corpo ou no rosto tempos depois que o negócio foi aplicado.

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