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Publicada em 06/07/2026 às 18:43 | Atualizada em 06/07/2026 às 18:57

Dan Stulbach abre o jogo sobre parceria com Mariana Ximenes e Chay Suede em novela

Ator contou como tem construído o personagem Ademir e revelou que a sintonia com os colegas deixa as gravações ainda mais espontâneas

Da Redação

Montagem-Divulgação-TV Globo

O ator Dan Stulbach comentou os bastidores de Quem Ama Cuida e falou sobre a parceria com Mariana Ximenes e Chay Suede na novela. Segundo ele, a troca entre os três acontece de forma natural durante as gravações, permitindo que muitas cenas ganhem novos elementos no momento em que são gravadas.

Chamo nossas cenas de jazz. Chay me interrompe, e eu o interrompo. Vamos construindo juntos, mudando um pouquinho aqui e ali. No começo, as cenas com a Mariana eram mais de um casal feliz, mas essa felicidade muda ao longo da novela. Agora, temos sequências mais fortes. O bom é que eu saio revitalizado de um dia em que joguei com outra pessoa. Outro dia, em uma briga no portão, a Mari me jogou um copo de água na roupa inteira, sem me avisar, porque rolou na hora. Quando estou dentro desse jogo, é o máximo. 

Na trama, Dan interpreta o advogado Ademir e explicou que procurou construir um personagem diferente do estereótipo de um vilão. Para ele, o personagem é movido por suas convicções, mesmo quando toma decisões questionáveis.

Não queria que ele fosse um vilão caricato nas suas intenções. Ademir se torna um vilão a partir das suas ações, mas não é um cara só mau. Ele tem gente que ama, como o filho e a esposa. Ele se emociona, chora, erra e também sabe ser terrível e implacável quando precisa. A minha intenção é construir uma pessoa com erros, defeitos, ambígua e contraditória. Repito o tempo inteiro para a direção: O Ademir não se considera culpado.

O ator também comentou sua relação com a fama e explicou que prefere preservar a vida pessoal. Segundo ele, manter distância da exposição faz parte da profissão e ajuda a não associá-lo aos personagens. 

Um dos medos que tive e que tenho é o de perder o meu mundo pequeno, privado, das pessoas que gosto, da minha família e dos meus amigos de sempre. Sempre preservei essa parte da minha vida muito bem, como um refúgio mesmo: um lugar que me lembre sempre quem eu sou. A questão de me tornar uma celebridade nunca me cativou.

Além da nova trama, Dan relembrou Marcos, de Mulheres Apaixonadas, personagem que ficou marcado pelas cenas de violência contra Raquel, interpretada por Helena Ranaldi.

Há algo que me dá uma certa tristeza e inconformidade. Participo de eventos sobre a situação da mulher no Brasil, e as pessoas me perguntam se a sociedade melhorou de lá para cá. Tinha o sonho de que o Brasil ia melhorar a partir daquele momento, porque o assunto foi colocado em voga na novela das 20h e gerou até mesmo uma lei. Não sei responder com propriedade se ela melhorou ou piorou. Hoje, vejo que os números são iguais ou piores. Há uma situação que o Brasil não cura, e isso me entristece.

O ator também disse que a lembrança do papel vem acompanhada de uma reflexão sobre a violência contra a mulher e lamentou que o tema continue tão atual mais de duas décadas depois da exibição da novela.

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Dan Stulbach abre o jogo sobre parceria com Mariana Ximenes e Chay Suede em novela

Dan Stulbach abre o jogo sobre parceria com Mariana Ximenes e Chay Suede em novela

06/Jul/

O ator Dan Stulbach comentou os bastidores de Quem Ama Cuida e falou sobre a parceria com Mariana Ximenes e Chay Suede na novela. Segundo ele, a troca entre os três acontece de forma natural durante as gravações, permitindo que muitas cenas ganhem novos elementos no momento em que são gravadas.

Chamo nossas cenas de jazz. Chay me interrompe, e eu o interrompo. Vamos construindo juntos, mudando um pouquinho aqui e ali. No começo, as cenas com a Mariana eram mais de um casal feliz, mas essa felicidade muda ao longo da novela. Agora, temos sequências mais fortes. O bom é que eu saio revitalizado de um dia em que joguei com outra pessoa. Outro dia, em uma briga no portão, a Mari me jogou um copo de água na roupa inteira, sem me avisar, porque rolou na hora. Quando estou dentro desse jogo, é o máximo. 

Na trama, Dan interpreta o advogado Ademir e explicou que procurou construir um personagem diferente do estereótipo de um vilão. Para ele, o personagem é movido por suas convicções, mesmo quando toma decisões questionáveis.

Não queria que ele fosse um vilão caricato nas suas intenções. Ademir se torna um vilão a partir das suas ações, mas não é um cara só mau. Ele tem gente que ama, como o filho e a esposa. Ele se emociona, chora, erra e também sabe ser terrível e implacável quando precisa. A minha intenção é construir uma pessoa com erros, defeitos, ambígua e contraditória. Repito o tempo inteiro para a direção: O Ademir não se considera culpado.

O ator também comentou sua relação com a fama e explicou que prefere preservar a vida pessoal. Segundo ele, manter distância da exposição faz parte da profissão e ajuda a não associá-lo aos personagens. 

Um dos medos que tive e que tenho é o de perder o meu mundo pequeno, privado, das pessoas que gosto, da minha família e dos meus amigos de sempre. Sempre preservei essa parte da minha vida muito bem, como um refúgio mesmo: um lugar que me lembre sempre quem eu sou. A questão de me tornar uma celebridade nunca me cativou.

Além da nova trama, Dan relembrou Marcos, de Mulheres Apaixonadas, personagem que ficou marcado pelas cenas de violência contra Raquel, interpretada por Helena Ranaldi.

Há algo que me dá uma certa tristeza e inconformidade. Participo de eventos sobre a situação da mulher no Brasil, e as pessoas me perguntam se a sociedade melhorou de lá para cá. Tinha o sonho de que o Brasil ia melhorar a partir daquele momento, porque o assunto foi colocado em voga na novela das 20h e gerou até mesmo uma lei. Não sei responder com propriedade se ela melhorou ou piorou. Hoje, vejo que os números são iguais ou piores. Há uma situação que o Brasil não cura, e isso me entristece.

O ator também disse que a lembrança do papel vem acompanhada de uma reflexão sobre a violência contra a mulher e lamentou que o tema continue tão atual mais de duas décadas depois da exibição da novela.

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