X

NOTÍCIAS

Publicada em 10/09/2026 às 11:40 | Atualizada em 10/09/2026 às 11:47

Debate sobre tipos de amor entre Erika Januza e Juliette Freire rouba a cena em programa. Assista!

A conversa ocorreu entre todas as participantes do Saia Justa, do GNT

Da Redação

Divulgação - TV Globo

Qual tipo de amor você defende? Na noite da última quarta-feira, dia 9, o programa Saia Justa, do GNT, abordou o assunto e gerou divergência de opiniões entre Erika Januza, Eliana, Tati Machado, Bela Gil e Juliette Freire. 

As apresentadoras trouxeram o assunto à mesa falando sobre casar por amor ou casar por amizade. Enquanto algumas defendiam o amor romântico, outras apontaram que a ideia do casamento foi algo imposto pela sociedade na vida da mulher, e que é preciso ter consciência de que o amor romântico é uma construção.

Erika Januza começou afirmando que sempre será uma defensora do amor romântico e que quer ter ao seu lado um parceiro para somar em sua vida.

- Eu vou ser sempre uma defensora do amor romântico e defensora das pessoas que querem ter o direito de ver o amor romântico. Acho que aqui, de alguma forma, todos vocês, defendendo ou não, já viveram de alguma forma. Ou seja, na construção, seja foi e deixou de ser, enfim. Mas eu defendo o direito de você querer ter uma pessoa do seu lado, não só como uma amiga que vou me casar por algum motivo, cada um tem seus motivos. E aqui também não estou falando de um amor romântico, de um príncipe, princesa ou enfim, que vai chegar no cavalo branco e salvar a minha vida. Porque eu vivi sozinha até aqui e ninguém salvou a minha vida.

E continuou:

- Uma construção onde eu vou ter um parceiro, onde eu vou ter uma pessoa que vai viver coisas comigo e a gente vai construir junto uma relação, cada um os seus moldes, não estou falando que é um amor heterossexual, não é disso que eu estou falando.  Mas muitas vezes, porque assim, a mulher hoje em dia está trocando, nós somos independentes trocando o casar e ter filho, ou ter filho cada vez mais tarde, ou não casar, ou construir uma carreira sólida, ou estudar, enfim. Só que com tudo isso ainda fica faltando o quê? Uma pessoa para dividir a vida com você.

Erika afirmou que as vezes muitas mulheres querem viver um amor romântico, mas sentem medo de serem julgadas:

- Aí, se você tem a pessoa para dividir a vida com você e não tem todas essas coisas, ainda está faltando uma coisa. Então, por exemplo, eu estou num momento da vida que eu conquistei várias coisas, mas aquele amor, aquele sentimento de ter um parceiro para a vida toda ou não, porque não é nem sobre cuidar de você, porque às vezes nem o filho cuida dos pais quando  fica idoso, não é nem sobre cuidar.  É sobre realmente dividir numa relação. 

- E o fato, eu acho, de o amor romântico, e eu não entendo, eu não estou falando aqui do amor que completa, mas é o amor que soma, aí às vezes ele é tão julgado que a mulher,  ela quer viver um amor romântico, mas ela nem fala porque ela tem vergonha, porque tipo assim, eu sou tão moderna, a sociedade julga todo amor romântico, que eu acho melhor eu falar que eu estou bem sozinha, eu acho melhor eu falar que estou bem assim, não quero mais  me envolver, mas no fundo, no fundo, todo mundo quer trocar um olhar, quer se conectar e quer amar.

Em seguida, Bela Gil deu seu ponto de vista, afirmando que a necessidade que a mulher tem de ter alguém é uma consequência social:

- A questão da falta, quando você fala, eu tenho tudo, mas está faltando uma coisa, é importante a gente entender que esse seu sentimento de falta, ele vem, ele é uma consequência dessa construção social que diz que o amor romântico é o ápice da vida de uma mulher, é o que valida a vida de uma mulher.

Juliette emendou:

- Quando você enfrenta essa necessidade, quando você precisa daquilo para se sentir completa, você está refém de algo que não é seu.

Eliana então deu seu ponto de vista e saiu em defesa de Erika Januza, demonstrando concordância com o que ela havia falado:

-  Eu acho que ela está convicta dentro da realidade dela, mesmo com a consciência de que existe um padrão que foi imposto ao longo dos anos sobre essa questão, mas ela quer viver isso. Eu entendo muito que vocês estão falando isso e eu acho que a nossa consciência sobre o que foi imposto ao longo dos anos para nós mulheres, é importantíssimo que a gente esteja cada vez mais letrada mesmo e acho que a gente tem esse papel aqui no sofá. Agora, o desejo de você viver uma coisa, se vem de dentro para fora, é muito legítimo. O que eu acho que não é legítimo é quando você, existe uma pressão de fora para dentro.

Juliette então tomou à frente novamente e citou um discurso feminista sobre amar e ter consciência de que a ideia do amor romântico é uma construção:

- Não é legítimo, esse é o ponto, não é legítimo. Nós fomos ensinadas que isso é necessário, começou. 

Erika então interrompeu e perguntou:

- Mas se eu sinto a necessidade não é legítimo?

Juliette então explicou:

- Você sente porque foi construído assim e está tudo bem. Eu só queria falar uma coisa, é perigoso e confuso usar como se o que a gente estivesse falando fosse dizendo que você não pode amar, que você não deve amar, que você tem que se envergonhar de amar, não é sobre isso. O que a gente está falando, os discursos feministas falam é o seguinte, você pode amar, mas você tem que ter a consciência que esse ideal da utilidade do amor romântico é uma construção.

Confira:

Tati Machado também falou sobre sua relação. Casada com Bruno Monteiro, ela contou que vive um relacionamento de amor romântico, mas que, com a maturidade, entendeu que não pode organizar sua vida em torno do companheiro ou do amor. Ela também citou momentos em que se ancorou no marido, mas em certas situações também precisou ser a âncora dele.

Confira:

Ver esse post no Instagram

Um post compartilhado por GNT (@gnt)

Já nos segue no Instagram? Por lá, compartilhamos tudo sobre celebridades, estilo, realities, séries, teen, bastidores do entretenimento e reportagens exclusivas. Vai ficar de fora dessa? O nosso perfil é @portal.estrelando.   

Deixe um comentário

Atenção! Os comentários do portal Estrelando são via Facebook, lembre-se que o comentário é de inteira responsabilidade do autor, comentários impróprios poderão ser denunciados pelos outros usuários, acarretando até mesmo na perda da conta no Facebook.

Enquete

O que você acha de Leonardo não ter comparecido novamente ao aniversário de um dos netos?

Obrigado! Seu voto foi enviado.

Debate sobre tipos de amor entre Erika Januza e Juliette Freire rouba a cena em programa. Assista!

Debate sobre tipos de amor entre Erika Januza e Juliette Freire rouba a cena em programa. Assista!

10/Set/

Qual tipo de amor você defende? Na noite da última quarta-feira, dia 9, o programa Saia Justa, do GNT, abordou o assunto e gerou divergência de opiniões entre Erika Januza, Eliana, Tati Machado, Bela Gil e Juliette Freire. 

As apresentadoras trouxeram o assunto à mesa falando sobre casar por amor ou casar por amizade. Enquanto algumas defendiam o amor romântico, outras apontaram que a ideia do casamento foi algo imposto pela sociedade na vida da mulher, e que é preciso ter consciência de que o amor romântico é uma construção.

Erika Januza começou afirmando que sempre será uma defensora do amor romântico e que quer ter ao seu lado um parceiro para somar em sua vida.

- Eu vou ser sempre uma defensora do amor romântico e defensora das pessoas que querem ter o direito de ver o amor romântico. Acho que aqui, de alguma forma, todos vocês, defendendo ou não, já viveram de alguma forma. Ou seja, na construção, seja foi e deixou de ser, enfim. Mas eu defendo o direito de você querer ter uma pessoa do seu lado, não só como uma amiga que vou me casar por algum motivo, cada um tem seus motivos. E aqui também não estou falando de um amor romântico, de um príncipe, princesa ou enfim, que vai chegar no cavalo branco e salvar a minha vida. Porque eu vivi sozinha até aqui e ninguém salvou a minha vida.

E continuou:

- Uma construção onde eu vou ter um parceiro, onde eu vou ter uma pessoa que vai viver coisas comigo e a gente vai construir junto uma relação, cada um os seus moldes, não estou falando que é um amor heterossexual, não é disso que eu estou falando.  Mas muitas vezes, porque assim, a mulher hoje em dia está trocando, nós somos independentes trocando o casar e ter filho, ou ter filho cada vez mais tarde, ou não casar, ou construir uma carreira sólida, ou estudar, enfim. Só que com tudo isso ainda fica faltando o quê? Uma pessoa para dividir a vida com você.

Erika afirmou que as vezes muitas mulheres querem viver um amor romântico, mas sentem medo de serem julgadas:

- Aí, se você tem a pessoa para dividir a vida com você e não tem todas essas coisas, ainda está faltando uma coisa. Então, por exemplo, eu estou num momento da vida que eu conquistei várias coisas, mas aquele amor, aquele sentimento de ter um parceiro para a vida toda ou não, porque não é nem sobre cuidar de você, porque às vezes nem o filho cuida dos pais quando  fica idoso, não é nem sobre cuidar.  É sobre realmente dividir numa relação. 

- E o fato, eu acho, de o amor romântico, e eu não entendo, eu não estou falando aqui do amor que completa, mas é o amor que soma, aí às vezes ele é tão julgado que a mulher,  ela quer viver um amor romântico, mas ela nem fala porque ela tem vergonha, porque tipo assim, eu sou tão moderna, a sociedade julga todo amor romântico, que eu acho melhor eu falar que eu estou bem sozinha, eu acho melhor eu falar que estou bem assim, não quero mais  me envolver, mas no fundo, no fundo, todo mundo quer trocar um olhar, quer se conectar e quer amar.

Em seguida, Bela Gil deu seu ponto de vista, afirmando que a necessidade que a mulher tem de ter alguém é uma consequência social:

- A questão da falta, quando você fala, eu tenho tudo, mas está faltando uma coisa, é importante a gente entender que esse seu sentimento de falta, ele vem, ele é uma consequência dessa construção social que diz que o amor romântico é o ápice da vida de uma mulher, é o que valida a vida de uma mulher.

Juliette emendou:

- Quando você enfrenta essa necessidade, quando você precisa daquilo para se sentir completa, você está refém de algo que não é seu.

Eliana então deu seu ponto de vista e saiu em defesa de Erika Januza, demonstrando concordância com o que ela havia falado:

-  Eu acho que ela está convicta dentro da realidade dela, mesmo com a consciência de que existe um padrão que foi imposto ao longo dos anos sobre essa questão, mas ela quer viver isso. Eu entendo muito que vocês estão falando isso e eu acho que a nossa consciência sobre o que foi imposto ao longo dos anos para nós mulheres, é importantíssimo que a gente esteja cada vez mais letrada mesmo e acho que a gente tem esse papel aqui no sofá. Agora, o desejo de você viver uma coisa, se vem de dentro para fora, é muito legítimo. O que eu acho que não é legítimo é quando você, existe uma pressão de fora para dentro.

Juliette então tomou à frente novamente e citou um discurso feminista sobre amar e ter consciência de que a ideia do amor romântico é uma construção:

- Não é legítimo, esse é o ponto, não é legítimo. Nós fomos ensinadas que isso é necessário, começou. 

Erika então interrompeu e perguntou:

- Mas se eu sinto a necessidade não é legítimo?

Juliette então explicou:

- Você sente porque foi construído assim e está tudo bem. Eu só queria falar uma coisa, é perigoso e confuso usar como se o que a gente estivesse falando fosse dizendo que você não pode amar, que você não deve amar, que você tem que se envergonhar de amar, não é sobre isso. O que a gente está falando, os discursos feministas falam é o seguinte, você pode amar, mas você tem que ter a consciência que esse ideal da utilidade do amor romântico é uma construção.

Confira:

Ver esse post no Instagram

Um post compartilhado por GNT (@gnt)

Tati Machado também falou sobre sua relação. Casada com Bruno Monteiro, ela contou que vive um relacionamento de amor romântico, mas que, com a maturidade, entendeu que não pode organizar sua vida em torno do companheiro ou do amor. Ela também citou momentos em que se ancorou no marido, mas em certas situações também precisou ser a âncora dele.

Confira:

Ver esse post no Instagram

Um post compartilhado por GNT (@gnt)

Já nos segue no Instagram? Por lá, compartilhamos tudo sobre celebridades, estilo, realities, séries, teen, bastidores do entretenimento e reportagens exclusivas. Vai ficar de fora dessa? O nosso perfil é @portal.estrelando.