William Waack fala pela primeira vez após ser acusado de racismo
21/Jun/
William Waack quebrou o silêncio sobre o episódio polêmico que acabou provocando sua demissão da TV Globo, onde apresentava o Jornal da Globo. Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo no último domingo, dia 14, o jornalista falou abertamente sobre o vídeo vazado na internet em que aparece fazendo um comentário considerado racista. Waack declarou que não se considera uma pessoa racista e diz que sua fala foi uma piada idiota.
Aquilo foi uma piada —idiota, como disse meu amigo Gil Moura—, sem a menor intenção racista, dita em tom de brincadeira, num momento particular. Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão, escreveu em trecho do artigo.
Ao explicar que combateu durante toda sua vida o racismo, o jornalista ainda citou a jornalista Glória Maria, que declarou apoio ao ex-colega de emissora:
Durante toda a minha vida, combati intolerância de qualquer tipo — racial, inclusive —, e minha vida profissional e pessoal é prova eloquente disso. Autorizado por ela, faço aqui uso das palavras da jornalista Glória Maria, que foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português.
Waack ainda agradeceu o apoio daqueles que entenderam as circunstâncias do vídeo e apontou que o episódio polêmico que culminou em sua demissão da emissora global não irá definir seus 48 anos de profissão:
Aproveito para agradecer o imenso apoio que recebi de muitas pessoas que, mesmo bravas com a piada que fiz, entenderam que disso apenas se tratava, não de uma manifestação racista. Admito, sim, que piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação e exclusão. Mas constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento. Até porque não se poderia tomar um pensamento verdadeiramente racista como uma piada. Termino com um saber consagrado: um homem se conhece por sua obra, assim como se conhece a árvore por seu fruto. Tenho 48 anos de profissão. Não haverá gritaria organizada e oportunismo covarde capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos. Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui, finalizou.
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