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Publicada em 23/07/2019 às 09:28 | Atualizada em 23/07/2019 às 09:56

Ator de Belíssima, Vitor Morosini relembra tentativa de suicídio

Ator falou sobre o assunto em entrevista à Luciana Gimenez no Superpop

Da Redação

Divulgação

O ator Vitor Morosini, conhecido por atuar na novela Belíssima, de 2005, e participar do seriado Sandy & Junior, esteve no programa Superpop na noite da última segunda-feira, dia 22, e em entrevista à Luciana Gimenez relembrou episódio de agosto de 2018, quando caiu do quinto andar de um hotel em Barretos, no interior de São Paulo. Para a apresentadora, ele confirmou a tentativa de suicídio depois de um surto psicótico:

- Tentei no desespero. Tive um surto psicótico devido ao uso excessivo de maconha.  Eu fiquei um ano e oito meses fumando direto, cinco baseados por dia. Mesmo fumando eu fazia as coisas, gostava do efeito, de ficar doidão mesmo. Fumava para pedalar, jogar bola, ver televisão... Teve um dia que surtei. Eu achava que eu podia controlar, contou ele.

Vitor afirmou que não sofre de depressão, mas por causa do surto acabou tentando tirar a própria vida:

- Eu achava que estavam me perseguindo. Surtei mesmo. Não era depressão, eu estava em euforia. Dormia quatro horas por noite. Acordei umas três da manhã, fui tomar banho, achei que tinha gente atrás de mim. Mandei mensagem para minha mãe 'dizendo que eu precisava de ajudar, ser internado, ela não respondia, estava sem bateria. Aí ela não respondia mais. Ai eu decidi pular, era alto para caramba.

Vitor, que já está recuperado, lembrou os ferimentos que sofreu por causa da queda:

- Quando caí tinham fios elétricos embaixo, sorte que estavam desativados, que amorteceram a queda, mas me quebrei inteiro. Quebrei os dois pés, dedo do pé, coxa, fêmur, ombro, costela e vértebra. Fiquei quase duas semanas na UTI, fiz cinco cirurgias.  Outra sorte que eu tive é que não bati a cabeça. Quando caí no chão, eu me dei conta do que eu tinha feito. Eu estava em choque e só sentia minha perna torta, como se fosse um graveto. Fiquei quatro meses na cadeira de rodas. 

Passado o momento difícil, Vitor, aos 30 anos de idade, celebrou que conseguiu se recuperar, disse que está feliz e que segue tratamento com psiquiatra: 

- Muito feliz de estar vivo, todo dia eu agradeço a Deus por estar vivo. Desde os 15 eu usava (maconha), agora não uso mais. Estou indo no psiquiatra. Eu sou feliz, voltei a pedalar, sempre fui esportista. 

Se você conhece alguém que esteja passando por dificuldades emocionais e/ou psicológicas e que precise de ajuda, sendo um suicida em potencial ou não, ligue para o número 188. É o contato do CVV (Centro de Valorização à Vida), que possui voluntários capacitados 24 horas por dia à disposição. A ligação é gratuita para todo o Brasil.

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