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Publicada em 08/12/2019 às 13:06 | Atualizada em 08/12/2019 às 13:29

Gal Gadot fala sobre a importância da representatividade feminina em Mulher-Maravilha: - Eu nunca tinha visto aquilo antes

A atriz veio ao Brasil para a CCXP 2019 para promover Mulher-Maravilha 1984 junto com a diretora, Patty Jenkins

Gabriela Gonçalves

AgNews

Mulher-Maravilha foi um marco na história dos filmes de super-heróis, não é mesmo? O longa, estrelado por Gal Gadot e dirigido por Patty Jenkins foi o primeiro grande blockbuster do gênero protagonizado por uma mulher nos últimos anos e, com uma bilheteria astronômica, derrubou o mito de que o público não estaria interessado em assistir esse tipo de produção cinematográfica. Para o lançamento da continuação, Mulher-Maravilha 1984, a intérprete da protagonista e a diretora estiveram no Brasil para a CCXP 2019 e falaram com a imprensa, durante coletiva, sobre a importância da personagem. 

Ao ser questionada sobre o papel da Mulher-Maravilha em lutas como o feminismo, Patty fez questão de dizer que a personagem não é apenas um ícone para as garotas, mas para todos. 

- Acho que o mais importante que a Mulher-Maravilha faz, e o que ela fez por mim enquanto eu crescia, é que ela estava lutando pelas mulheres, mas também lutando pelo mundo assim como o Super-Homem. Ela é totalmente um super-herói, não é apenas sobre mulheres. Então eu adorei fazê-la como uma personagem universal transcendendo isso, e dessa forma ela está influenciando e inspirando meninos e meninas a verem as mulheres de forma diferente.

Patty também contou que nunca viu o gênero de filmes de super-heróis como algo masculino, e que não acreditava que longas com protagonistas femininas seriam um fracasso comercial:

Acho que parte do motivo de termos sido sortudos o suficiente por fazer tanto sucesso foi porque nunca passou pela minha mente que era um gênero masculino. Sei que é, que tecnicamente os números são maiores entre a audiência jovem e masculina, mas eles são maiores em todos os gêneros. Então nunca passou pela minha cabeça, sempre pensei: Eu amo filmes de super-heróis. Desde que cheguei em Hollywood disse às pessoas que havia alguns super-heróis que eu gostaria de fazer um filme sobre, e o primeiro era a Mulher-Maravilha. Então acho que os super-heróis são para todos. Eles são a maior metáfora que temos atualmente para contar grandes historias, e nós pudemos contar a nossa. [...] E eu sempre fiquei chocada e confusa quando pessoas achavam que filmes de super-heroínas não dariam certo. Tipo: Olhe todas essas meninas vestidas de Mulher-Maravilha, do que você está falando? Então nunca senti que estava provando algo. Eu tinha certeza que havia um público. 

Ela continua:

- Se mudou? Sim, mudou. Tem sido dramático e fascinante que, enquanto fazíamos Mulher-Maravilha, ninguém acreditava que o filme seria um sucesso, e ninguém estava fazendo nada do tipo. Sempre foi óbvio para mim que há super-heróis para todas as pessoas. Não apenas homens, não apenas mulheres, não apenas pessoas trans, é para todos. Super heróis são a nossa metáfora, então estou empolgada que o mundo está abraçando o que é para todos nós, e não para um de nós.

Uau! Enquanto isso, Gal dividiu uma de suas experiências pessoais, de um momento no set de filmagens em que se emocionou com uma das cenas de sua personagem, que demonstra força e raramente é vista sendo feita por mulheres. 

- Receber o feedback de pessoas ao redor do mundo me dizendo o quanto o filme as afetou, ou às suas filhas, ou aos seus netos, é um privilégio incrível estar na nossa posição no momento em que estamos no mundo. [...] Tem uma sequência linda, da qual não posso contar sobre, que de repente eu não era Gal Gadot, a atriz, eu era Gal, a menininha do subúrbio de Israel, e estava encantada porque, como mulher, eu nunca tinha visto aquilo antes. E eu comecei a chorar, fiquei tão emocionada. Então voltei para casa e disse ao meu marido: Eu sei que você irá amar o filme, mas aquela parte, me pergunto se será tão afetiva em você como foi para mim, porque você viu [isso] por toda sua vida como um homem. Eu nunca vi. E poder ser aquela garota que dá vida a essa mulher, aquela garota fazendo coisas incríveis, é muito importante. E é tão louco que não temos isso. Sou muito feliz por fazer parte desse projeto.   

Durante a coletiva, Patty também contou que, apesar de não ter nada definitivo ainda, já tem ideias para um próximo filme da Mulher-Maravilha, já que sempre imaginou contar essa história em forma de trilogia. Ela também disse que, em 1984, veremos Diana Prince usando todo o seu poder, enquanto, escondida, salva o mundo de diversas ameaças. A diretora garantiu, ainda, que o longa promete trazer um pouco mais de leveza em comparação ao primeiro filme, que tem como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial. 

A Mulher-Maravilha é uma das minhas personagens preferidas, e uma das minhas coisas preferidas nos quadrinhos é que eles podem contar varias historias diferentes. Esse [filme] tem muito do primeiro, há assuntos sérios nesse filme também, e também há coisas divertidas e vibrantes no primeiro filme, mas foi ótimo poder ir para esse outro período. Fazer a Primeira Guerra Mundial foi pesado. Esse [filme] foi só diversão, andar pelo mundo moderno com a Mulher-Maravilha, o Steve e com nossos vilões incríveis. Foi muito divertido tentar um tom diferente e fazer um filme completamente novo.

Um dos fatores que mais chamou atenção nos fãs da Mulher-Maravilha foi o fato de Steve Trevor retornar em 1984, já que - atenção, spoilers! - ele foi dado como morto no primeiro longa. Apesar de não dar detalhes sobre a volta do personagem, Patty contou que a ideia de trazê-lo de volta a ocorreu já durante as gravações:

- Enquanto filmávamos, eu percebi sobre o que a história deveria ser, e a melhor forma de mostrar isso seria se o Steve voltasse nesse momento específico. Então ficamos muito felizes por isso ter acontecido. Teria sido brutal abandoná-lo, mas teríamos feito se fosse a coisa certa para a história. Mas estou muito feliz por existir um ótimo motivo para que ele volte, é um elemento que não poderia ter sido feito sem ele, então foi ótimo.

Outro elemento que diferencia 1984 do primeiro Mulher-Maravilha é que agora a personagem não carrega nenhuma arma! Gal Gadot explicou por que a equipe decidiu fazer essa mudança. 

Nós decidimos deixar de lado a espada, porque é algo muito agressivo. Se você tem uma espada, precisa usá-la, então a tiramos. Também não sentimos que o escudo era necessário. Ela é uma deusa, pode lutar, é super forte e tem suas habilidades. Então ela tem seus braceletes, o seu laço, sua tiara, e só isso.

Uau! Já estamos ansiosos, né? Por fim, Gal mandou um recado especial às mulheres e, especialmente, ao público jovem. 

- Eu diria às mulheres para, primeiramente, acreditarem em si mesmas, mesmo se as pessoas disserem o contrário. Eu diria para se rodearem de inspirações fortes e também as encorajaria a não desistir, fazerem seu trabalho da melhor forma, serem consistentes no que fazem e serem positivas. Da forma que aconteceu comigo, eu sou trabalhadora, mas também tive sorte, mas nunca parei de acreditar e sou muito otimista. Então acredito em karma, acredito que se fizermos o bem, isso volta para nós, mas não é por isso que faço o bem. E acho que é assim que funciona, acredite em si mesma, seja forte, não se perca e se rodeie de pessoas como você. 

Emocionante, né? Mulher-Maravilha 1984 está previsto para estrear no Brasil no dia 5 de junho de 2020. A seguir, confira tudo que já sabemos sobre o longa:


Além disso, o longa está sendo tratado como um novo filme, e não como uma sequência, como a própria Gal Gadot contou durante o painel no evento geek: - Não é uma sequência. Tem sua própria história. É um filme totalmente novo, declarou. Lembrando que a estreia está prevista apenas para 5 de junho de 2020.

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