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Publicada em 04/03/2020 às 00:01 | Atualizada em 04/03/2020 às 11:09

Prestes a viver Donna Summer em musical, Jeniffer Nascimento reflete: - Responsabilidade é ainda maior

A peça é dirigida por Miguel Falabella e conta ainda com Amanda Souza e Karin Hils no elenco

Gabriela Gonçalves

Divulgação

A rainha da Disco Music está prestes a ganhar um musical só seu! Donna Summer Musical estreia nesta quinta-feira, dia 5, no Teatro Santander em São Paulo, e além de contar com a direção de Miguel Falabella, também traz um elenco majoritariamente negro e diverso. No comando, três atrizes vivem a diva: Amanda Souza é a Jovem Donna, Jeniffer Nascimento é a Disco Donna - a cantora no auge de sua carreira -, e Karin Hils, ex-Rouge, interpreta a Diva Donna, quando Summer já está consolidada como uma das maiores estrelas da música. 

O ESTRELANDO participou de uma coletiva de imprensa com o elenco e a equipe da peça, e durante o bate-papo Karin se emocionou ao falar sobre a importância de se fazer um musical sobre a vida de Donna Summer, e a felicidade de ver três mulheres negras como protagonistas no teatro em papéis que fogem do senso comum. 

Estudando um pouco do texto e da história da Donna Summer, acho que ela era uma mulher à frente do tempo dela sem se dar conta, sem levantar essa bandeira. [...] E que privilégio, três mulheres negras em um palco atualmente e no lugar de divas, não no lugar comum que as pessoas estão acostumadas a ver. A gente está aqui para mudar isso.

Amanda, que é uma veterana no teatro, disse que viver uma protagonista negra inspira outros jovens negros que querem trabalhar no entretenimento a não desistirem de seus sonhos apesar das dificuldades. Já Jeniffer revelou que a peça aborda diversos temas importantes da vida de Donna, como os relacionamentos abusivos nos quais ela se envolveu, o feminismo e a depressão, que acomete diversas celebridades no auge do sucesso. A atriz, que em 2019 comandou o The Voice Brasil, também refletiu sobre a personagem:

Nunca tinha interpretado uma pessoa que já existiu, e sinto que a responsabilidade é ainda maior. 

A escolha de um elenco quase todo formado por pessoas negras foi proposital, como contou Miguel Falabella. O diretor do espetáculo também se preocupou em escalar atores jovens e trazer uma montagem mais grandiosa ao musical, que foi feito pela primeira vez em 2018 na Broadway. O palco conta com vários espelhos e luzes de discoteca, além de uma  estrutura de três andares que se assemelha a um prédio! O diretor não hesitou ao mostrar como está orgulhoso do projeto:

Sem falsa modéstia, a nossa montagem está mais luxuosa, disse ele. 

Em meio à muitos elogios ao elenco, Falabella também revelou que, apesar da peça ser focada em Donna Summer, o mais importante não é a historia de vida da diva, mas sim a influência dela nos anos 1970 e 1980:

O mais importante era o impacto que essa mulher causou na sociedade naquele momento, em que ela artisticamente atingiu seu apogeu. Seja na moda, na maneira de dançar, nos costumes, em uma época que inaugura os movimentos LGBTQ+, de igualdade racial e de direitos das mulheres. 

Assista a um trecho do musical a seguir:

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Enquanto Donna Summer Musical não estreia em São Paulo, que tal conferir algumas curiosidades sobre Miguel Falabella?


Conversando com Ana Maria Braga no Mais Você, ele revelou que Maria, que a ajuda há 40 anos, e de quem sempre fala, começou sua trajetória com ele quando Miguel saiu da casa dos pais. Fui morar no estúdio de um colega, desempregado e sem um tostão, e ela disse: Vou lá lavar suas roupas, você é ator, tem que andar direitinho. E mais sobre família: em 2018 ele revelou ter dois filhos afetivos de 25 e 26 anos, para a revista Crescer, que ele cria desde os cinco anos de idade: Eles são filhos de uma amiga próxima, que veio para o Rio. Aluguei um apartamento para ela e eles ao lado do meu e assumi essa criação, não de uma forma legalizada, mas foi uma responsabilidade minha, de dizer "eu assumo e vou criá-los". Eles vivem na minha casa, mais do que na dela. Ninguém pendeu para o teatro; um foi para a economia e o outro para o desenho industrial. Ao TV Fama, ele completou: Família a gente faz, né, a gente escolhe. Esse assunto eu nunca falei, não gosto de falar porque eu acho bem privado… É família.

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