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Publicada em 27/08/2020 às 13:11 | Atualizada em 27/08/2020 às 13:35

Mariana Rios diz que sabia que sua primeira gestação seria curta: - Algo em mim dizia que a passagem do bebê por aqui seria rápida, como a do meu irmão

A atriz ainda revelou que preferiu não saber o sexo do bebê que estava esperando

Da Redação

Divulgação

Mariana Rios abriu o coração em entrevista à revista Marie Claire. No bate-papo publicado nesta quinta-feira, dia 27, a atriz falou sobre o aborto espontâneo que sofreu em julho deste ano, pouco tempo após ter divulgado a gravidez nas redes sociais. A cantora confessou que já sentia que a primeira gestação seria curta de alguma forma, já que havia sonhado com o seu irmão, Diogo, que morreu quando tinha apenas dois aninhos de idade.

Nunca sonho com o Diogo, então, quando acordei, tive um pressentimento. Pensei: Estou grávida. Durante toda a minha gestação, sabia que ela seria curta, por causa desse sonho. Claro que não queria acreditar, não contei para ninguém, mas algo em mim dizia que a passagem do bebê por aqui seria rápida, como a do meu irmão. Sempre pedi muito para sonhar com Diogo, mas nunca acontecia. Rezo por ele todas as noites, converso com ele na minha cabeça. Nessa noite, sonhei que meu pai tinha chegado em casa, que ele estava no colo, era um neném ainda. Perguntei para meu pai: O que está acontecendo?, e ele respondeu: Descobriram uma forma de reviver uma pessoa durante 24 horas. Você vai ter um tempo curto com ele. Então o peguei no colo, uma sensação maravilhosa, e o olho dele começou a fechar. O olho dele ia virando, fechando. Disse ao meu pai: O que está acontecendo?, e ele respondeu: Falei que seria pouco tempo, o suficiente para você se despedir. Dei um beijo no Diogo, e disse: Tudo bem, é sua hora, pode ir. Foi muito bom te encontrar. Quando ele fechou o olho, acordei. E descobri a gravidez.

Emocionante, não é? A artista ainda contou que lembra de tudo que aconteceu com o irmão, embora só tivesse quatro anos de idade na época.

Foi uma tragédia, um acidente doméstico, ele levou um choque. Essa perda gerou consequências profundas. Minha mãe teve depressão, eu fiz terapia. Amadureci muito rápido por causa disso. Era uma criança séria. Me preocupava com minha mãe, sempre quis mostrar que estava ali e poderia fazê-la feliz, que ela não precisava chorar. Foi aí que comecei a me apresentar. Era um jeito de tirá-la do sofrimento.

Mariana também falou sobre o surgimento da vontade de ser mãe.

Estava de casamento marcado com o Lucas [empresário e seu namorado] e decidimos cancelar dez dias antes. Iríamos fazer duas festas: a primeira em Araxá, onde nasci, em 29 de março; a segunda em Saint Moritz, na Suíça, em 23 de julho. Quanto a isso, não teve drama. Festa a gente remarca. Estamos juntos há dois anos e meio e moramos na mesma casa praticamente desde o início. Pensei: não sabemos quando vou poder voltar ao meu trabalho. Então perguntei para o Lucas: O que você acha de a gente ter um filho agora?. Ele sempre quis muito. Decidimos: Vamos embora!. Tomava anticoncepcional havia anos, pensamos que ia demorar um pouco. Engravidei no primeiro mês.

A felicidade com a descoberta da gravidez foi quase imediata.

- Não imaginei que ficaria tão radiante. Naquele dia já virei mãe, mudei minha vida inteira. Sou caxias com tudo, então imediatamente cortei açúcar e café, passei a tomar as vitaminas no horário certinho. Pensava: preciso fazer minha parte. Porque, se acontecer alguma coisa, estou com a consciência tranquila. Minhas amigas falavam: Mas, Mariana, imagina, comia não sei quantas Nhá Bentas [chocolate da Kopenhagen] por dia e deu tudo certo. Mas sou assim em tudo que faço: 8 ou 80. Se o médico falou que não pode, não faço.

A cantora relatou que esperou um tempo recomendado para contar para todo mundo sobre a gestação. Ela chegou a ouvir o coração do bebê quatro vezes neste período. Depois, uma surpresa desagradável: o coração não estava batendo mais.

Uma semana depois de contar para todo mundo, em uma consulta de rotina, não ouvimos mais os batimentos cardíacos. Havia tido um aborto retido [quando o feto para de se desenvolver, mas o corpo da mulher não o expulsa]. Estava tudo certo antes...

Mari decidiu não saber qual era o sexo do filho.

Primeiro, me permiti sofrer, viver o luto. E, depois, enfrentar. Sofri, mas deixei ir. Não fico presa no sofrimento. Automaticamente comecei a pensar no porquê de passar por aquilo, espiritualmente falando. Sou espírita, mas não é só sobre religião: acredito que, para evoluir, a gente precisa passar pelas coisas, e algumas vão ser tristes, infelizmente. Agradeci a oportunidade de ter me tornado mãe de anjo, com muita tranquilidade de que tinha feito a minha parte. Também entendi, de fato, que quero muito ter um filho.

E optou por não fazer a curetagem.

Decidi esperar a perda espontânea. Fiquei 12 dias com ele na barriga aguardando acontecer. Foi um tempo importante. Olhava para a barriga e conversava: Olha, sei que você precisa ficar mais um tempinho aqui, fique o quanto precisar. Mas, quando você tiver de ir, espero que Deus nos ilumine pra ser de uma forma tranquila. E que meu organismo limpe tudo, para não precisar fazer nenhuma intervenção, algo que possa prejudicar meu útero. Nos últimos dois dias, comecei a sentir as dores, e meus pais vieram de Araxá para ficar com a gente. Eles ficavam comigo na cama, assistindo a filme, e de repente precisava parar. Dizia: Espera, tá doendo. E, quando passava a contração, a gente voltava a ver, conversava, pedia uma pizza. Ficamos muito juntos, foi importante. Acabamos revivendo a outra perda [do irmão, Diogo]. 

Apesar de querer engravidar novamente, a atriz está tomando alguns cuidados por enquanto.

Dá vontade de tentar logo, né? Mas ainda estou me permitindo viver o momento, não tomar decisão nenhuma. Tudo na minha vida foi sempre programado, todo o tempo pensando: Qual o próximo passo?. Mas, nesse momento, decidi não pensar. Estou me protegendo, o ciclo ainda não fechou, não menstruei depois da perda. O útero também está maior, tem de voltar ao normal.

Uma história bem marcante, não é? A seguir, veja outras famosas que são exemplo de superação por terem enfrentado um difícil aborto espontâneo:


Courteney Cox, a Monica de Friends, sofreu um aborto enquanto gravava a série, mais precisamente no período da história em que Rachel, vivida por Jennifer Aniston, estava dando à luz Emma, sua primeira filha: - Eu lembro de uma vez em que sofri um aborto e Rachel estava dando à luz. Foi, tipo, ao mesmo tempo. Meu Deus, que terrível ter que ser engraçada, declarou a NBC News.

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