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Publicada em 04/09/2021 às 00:00 | Atualizada em 03/09/2021 às 12:43

Camila Cabello solta a voz ao estrear como atriz em Cinderella, longa que moderniza a história da gata borralheira

A trama, que conta com a presença de Idina Menzel e Billy Porter, é marcada por muita coreografia e belos figurinos

Yasmin Luara

Divulgação

Na última sexta-feira, dia 3, Camila Cabello se lançou na carreira de atriz ao estrelar o novo filme de Cinderella, do Amazon Prime Video. O longa, ao qual o ESTRELANDO assistiu com exclusividade, acaba de chegar à plataforma de streaming com suas quase duas horas de duração, e traz uma nova releitura da clássica história da gata borralheira no formato de musical, fazendo com que a namorada de Shawn Mendes consiga aliar o talento vocal a suas habilidades teatrais. 

Em vez de empregada, a jovem Ella é principalmente uma estilista e costureira de mão cheia, além de assumir grande parte das tarefas domésticas. A relação da protagonista com suas irmãs-postiças e com a madrasta (interpretada por ninguém menos de Idina Menzel) também muda de dinâmica: apesar de cruéis, as três figuras ainda conseguem expressar certa simpatia - e até mesmo confiança - pela garota. A princípio, é possível que os telespectadores sintam falta do aspecto maldoso da família, mas logo é possível perceber que essa narrativa dá muito mais profundidade às personagens.

Outra diferença bastante gritante na personagem é que Cinderella quer, sim, mudar de vida - mas dispensa todos os luxos do palácio. O sonho da órfã é poder trabalhar com o que ama e conquistar sua própria carreira e dinheiro, sendo esse o primeiro indício de que o longa terá uma outra pegada e irá questionar as estruturas patriarcais. Daí em diante, questões como o fato de uma mulher não poder governar seu reino ou ter que se abster de opiniões na corte real passam a ser abordadas de forma bastante certeira, completando o ar moderno do filme. 

Mas, se vamos falar das maiores diferenças entre Cinderella da Amazon Prime e a história original, precisamos falar da fada-madrinha - ou, neste caso, fada-padrinho. Como já adiantado pelo trailer, desta vez a entidade mágica se apresenta no formato de um homem extremamente fashionista, interpretado por Billy Porter. Além de o papel ter sido assumido de forma louvável, o personagem certamente cativa a todos os telespectadores, mesmo com pouco tempo de tela. O surgimento do fada-padrinho, aliás, é encantador: os efeitos especiais transformam o salvador de Cinderella a partir de uma borboleta, em uma série de cenas dignas de serem apreciadas.

É preciso ressaltar, ainda, que o longa acaba sendo uma releitura bastante cômica dos clássicos contos de fada; isso porque, em diversos diálogos, existem comentários quase sarcásticos sobre a sequência dos acontecimentos, como o fato de os personagens estarem cantando sobre seus problemas e a falta de sentido da magia - afinal, desde quando um sapato de salto feito de cristal é a opção mais confortável para ir a um baile e dançar?

Grande parte do destaque da obra vai para as músicas. A seleção do elenco acabou se mostrando bastante equilibrada, com todos os personagens de destaque arrasando em suas canções solo ou em participações nas faixas performadas por outras pessoas, deixando um forte gostinho de quero mais em diversas performances. Quer um exemplo? Seria ótimo ver um dueto das irmãs Malvolia, vivida por Maddie Baillio, e Narissa, interpretada por Charlotte Spencer. A voz das duas tem um ótimo contraste, e isso poderia ter sido aproveitado em uma faixa exclusiva das duas. Tallulah Greive, a progressista princesa Gwen, também abre espaço para curiosidade sobre como seria seu desempenho em uma canção solo. 

Apesar de grande parte das faixas serem releituras de músicas já existentes, como Somebody to Love, do Queen, Material Girl, da Madonna, Perfect, do Ed Sheeran, e Am I Wrong, de Nico & Vinz. As novas versões são agradáveis e, algumas vezes, cômicas dentro da narrativa, e são completadas por faixas originais como Million To One e Gotta Be, ambas performadas por Camila Cabello, além de Dream Girl com Idina Menzel.

O figurino e as coreografias também merecem destaque, já que complementam a narrativa de forma quase que essencial e contribuem para dar uma modernizada na história. As atuações de Pierce Brosnan como o retrógrado rei Rowan, Romesh Ranganathan, James Acaster e James Corden como os três ratinhos e fiéis companheiros de Cinderella, e Minnie Driver como a bondosa rainha Beatrice também acrescentam peso à obra. 

No fim das contas, o filme entrega exatamente o final que o telespectador romântico espera, apesar de o desenrolar das ações que levam à essa conclusão ocorrer de forma um pouco rápida. A maioria das narrativas pessoais de cada personagem encontra um desfecho satisfatório, mas certamente é possível ficar curioso sobre o que ocorre depois do felizes para sempre - principalmente quando pensamos no futuro dos demais personagens. Será que teremos a oportunidade de ver uma continuação da estreia de Camila Cabello?

Confira o trailer!


A seguir, confira dez motivos para conferir o novo filme de Cinderella


Além de ser uma releitura cômica, o filme também questiona diversos costumes presentes na história original e no conceito da monarquia antiga. Porque mulheres não podem governar ou ter voz na corte? Onde já se viu casar sem amor? E porque é que uma mulher não pode ser uma empreendedora? Esses e diversos outros aspectos, muitas vezes ainda comuns na sociedade, são colocados em xeque com bastante coerência ao longo da trama, e evidenciam um verdadeiro girl power.

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