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Publicada em 15/01/2022 às 01:00 | Atualizada em 14/01/2022 às 21:04

Com João Doederlein, Gabie Fernandes e Igor Pires, podcast Clube do Pé na Bunda promete falar de amor e rejeição com leveza e bom humor!

O podcast estreia no dia 17 de janeiro, no Spotify

Sarah Melchior

Divulgação

Se você é daqueles que adora um podcast descontraído, leve e com vibe de conversa entre amigos, saiba que esta é a proposta do novo podcast do Spotify, Clube do Pé na Bunda, no qual João, Gabie e Igor lerão histórias de rejeição enviadas pelo público e contarão experiências pessoais de relacionamentos, tudo com um objetivo: tentar descomplicar a dor do amor.

Os três são autores de livros que falam sobre amor e sentimentos. Conhecidos na internet, João Doederlein escreve poesias e as assina como Akapoeta, Gabie é criadora de conteúdo no canal Depois das Onze, e Igor Pires é criador do projeto Textos Cruéis Demais Para Serem Lidos Rapidamente

O ESTRELANDO bateu um papo com eles para conhecê-los um pouco melhor e descobrir o público pode esperar deste podcast. Igor já começou falando sobre justamente sobre o que esperar:

- Muitas risadas! A gente riu o tempo todo, e acho que as pessoas também podem esperar uma grande sessão de terapia. Vai ser um momento do dia em que a pessoa vai escutar uma história muito bizarra e falar: Em algum nível eu me relaciono com isso. A gente estava até comentando que sempre temos alguma história com a qual nos relacionamos, seja eu, o João ou a Gabie. Então o público pode esperar essa reunião de amigos falando sobre pés na bunda de uma maneira engraçada, mas também com bastante reflexão, com conversas muito profundas sobre os temas. É uma grande conversa no bar, uma grande sessão de terapia onde todo mundo é muito vulnerável e está falando sobre suas próprias experiências de uma maneira humorada, tentando levar numa boa.

João sempre se voltou mais para a área dos textos e esta é a primeira vez dele fazendo um podcast. O autor contou como está sendo mergulhar em algo totalmente novo: 

- Está sendo muito bacana, principalmente por ser com eles. Eu já conhecia e era muito amigo do Igor e já conhecia a Gabie, ela era um crush de amizade, sabe? Aquela pessoa que você olha e fala: Nossa,deve ser muito legal ser amigo dessa pessoa. Então foi muito divertido porque ao mesmo tempo que eu estava tendo toda uma experiência nova trabalhando com podcast, que é uma coisa que eu já tinha vontade de fazer, saindo um pouco daquela coisa do texto e trazendo os meus pensamentos para um conteúdo de áudio, mostrando uma outra parte minha para o público. Nossa dinâmica flui muito, as coisas funcionam muito bem. Eu realmente sinto que é um clube de colégio que se encontra depois da aula, então está sendo fácil de certa forma, uma coisa boa de se fazer.

Igor e Gabie, já trabalharam com isso antes, mas aproveitaram para ressaltar o quão especial está sendo produzir algo com os três juntos. 

Gabie - Estou trabalhando com dois dos caras que eu mais admiro na internet, é muito legal, eles têm um nível de generosidade muito grande. São dois autores maravilhosos, best sellers, apaixonantes, escrevem muito bem, e eu estou começando nessa carreira de escritora. Rola um carinho que fez com que a gente criasse uma intimidade profunda muito rapidamente, as pessoas vão perceber que parece que a gente se conhece há 30 anos, que moramos na mesma casa e que sabemos de todas as histórias um do outro. E esse tipo de estrutura me deixa muito confortável para falar sobre tudo, por isso o podcast não tem muito filtro, trazemos nossas experiências de uma forma muito verdadeira. Estou muito feliz que a gente está junto nesse podcast porque falar de amor é uma das coisas mais importantes da minha vida e fazer isso com duas pessoas que falam sobre amor desse jeito é extremamente gratificante, não tem nem como explicar.

Igor - Toda a vez que a gente grava um episódio, depois dele eu estou tão bem, tão feliz, porque eu dou muita risada, principalmente com a Gabs, ela é muito engraçada. É um trabalho, a gente estuda, pesquisa para falar sobre os temas, mas ao mesmo tempo é um nível de prazer no que se faz que é impagável. E eu tenho aprendido muito com eles também, porque são três pessoas completamente diferentes,viemos de estados diferentes, de realidades diferentes, com backgrounds diferentes, mas ainda assim, eu acho que tudo flui de uma maneira tão natural, são pessoas tão leves, boas. Eu sou muito feliz, muito privilegiado de trabalhar com eles, de contar histórias, perrengues e pés na bunda, mas de uma maneira tão leve, tão divertida que é extremamente prazeroso.

Mas afinal, será que é necessário levar um pé na bunda para aprender certas coisas quando se está em um relacionamento? Os três deram suas opiniões: 

João - Eu acho isso complicado. Eu sempre vou ter a ideia de que experiências pessoais fazem a gente crescer de maneiras próprias, então as experiências que o Igor passou, que a Gabie passou, independente de eu ter passado por experiências similares ou não, para eles é um ensinamento que por mais que eles tentem me passar contando a história deles, há uma limitação porque não é minha experiência pessoal. Eu tenho uma frase, que eu escrevi no meu primeiro livro, mas que já era bem mais antiga: Eu só perdoei as pessoas que me magoaram quando eu magoei alguém pela primeira vez. Eu me vi em um espaço em que eu percebi que às vezes a mágoa não era uma questão de você ser uma pessoa boa ou uma pessoa ruim, às vezes era uma questão de situação, do jeito como tudo aquilo se deu, e em alguns momentos vai ser impossível você não magoar alguém. Isso me fez refletir que talvez algumas pessoas que haviam me magoado até então não tivessem essa intenção, mas a forma como eu reagi aos sentimentos delas e elas reagiram aos meus construiu uma situação em que não tinha como não haver mágoa. E eu não digo de a pessoa ser babaca com você, a mágoa às vezes vem de uma sinceridade, de um diálogo, a verdade traz uma mágoa. Então para mim, na minha experiência pessoal, eu acho que eu não seria a mesma pessoa se eu nunca tivesse levado um pé na bunda e dado um pé na bunda, mas não acho que as pessoas têm obrigatoriamente que ir lá fora e levar um pé na bunda, porque as pessoas podem aprender as coisas que um pé na bunda me ensinou de outras formas, as experiências pessoais delas podem levar aos mesmos raciocínios.

Gabie - Eu acho que isso não está nem como uma opção, você vai levar um pé na bunda e você vai dar um pé na bunda. Até mesmo dentro de um relacionamento existem términos, você termina quando tem um noivado, termina quando casa. Então por mais que você tenha ficado só com uma pessoa pelo resto da vida, você já vai terminar muitas vezes com essa pessoa. Isso não é uma opção, você vai viver términos, sejam eles dentro de uma relação ou não, e você só tem uma escolha, que é de fato aprender com isso. Você pode ficar amargurado, triste, não acreditar mais no amor e deixar de viver experiências maravilhosas, ou você pode superar aquilo de uma maneira e se tornar uma pessoa melhor. Para mim nunca foi uma escolha do tipo: o que eu posso aprender com isso? Não, eu vou ter que aprender alguma coisa com isso, não existe outra possibilidade, términos de relacionamento são uma realidade na vida de qualquer pessoa e eu tenho que passar por isso. Minha avó sempre falava que de amor ninguém morre e é isso, agente tem que aprender, não vamos ficar para sempre com essa dor, então que ela passe e traga coisas boas.

Igor - Eu amo um tweet que fala: Cara, ok que eu aprendo com os meus términos, mas p***a, precisava passar por isso? Que jeito mais estranho de aprender. Às vezes eu me sinto mais ou menos assim. Mas o negócio é que nem todo mundo está disposto a aprender assim, né? Às vezes você dá um pé na bunda ou toma um, mas você não quer aprender nada com aquilo, às vezes você quer repetir o mesmo erro e acho que talvez essa seja a grande diferença das pessoas que realmente entendem o que é um término e entendem o que aquilo pode te trazer dentro de uma perspectiva de crescimento pessoal, e tem gente que pensa: Tá, terminei, não vou entender o que aconteceu e vou jogar esse acúmulo emocional para cima de outra pessoa. E a gente fica com os acúmulos emocionais das coisas que a gente não resolve, dos pés na bunda que a gente não resolve, e só vamos replicando o comportamento. A gente precisa quebrar o ciclo, sabe? Só é de fato crescimento pessoal e aprendizado quando você quebra o ciclo, quando você entende a relação pela qual você passou, e aí você vai limpo, de peito aberto de novo para uma outra relação.

Para encerrar, qual conselho rápido os três dariam para uma pessoa que acabou de levar um pé na bunda?

João - Vai viver a vida e fazer memórias novas, experimentar coisas diferentes e tirar o foco daquelas memórias que estão te machucando.

Gabie - Tem um conselho que eu amo e que eu uso para todos os meus problemas: Qual importância isso vai ter na tua vida daqui três anos? Se isso não for uma coisa gigantesca que vai mudar a sua vida pelos próximos três anos, vai dar tudo certo, você vai superar. Vai ter uns meses aí de sofrência, mas daqui a pouco você está nova.

Igor - Gata, vá até o mercado e compre todos os doces que você quiser. Volte para casa e coma todos eles assistindo um bom filme, de preferência Comer, Rezar e Amar.

E aí, curtiu? Então já anota aí: o podcast Clube do Pé na Bunda estreia no dia 17 de janeiro, no Spotify!

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