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Publicada em 20/05/2026 às 08:30 | Atualizada em 20/05/2026 às 08:51

Ana Paula Renault faz reflexão sobre luto e maternidade no final de Quem Ama Cuida

A ganhadora do BBB26 fez um depoimento emocionante após a novela das nove da TV Globo

Da Redação

Divulgação-TV Globo

Se você acompanhou o segundo capítulo de Quem Ama Cuida, novela das nove da TV Globo, na última terça-feira, dia 19, deve ter visto o depoimento emocionante que Ana Paula Renault deu ao final da trama. 

Em um momento reflexivo, a jornalista falou sobre o papel de cuidadora que as mulheres exercem na sociedade e sua percepção sobre maternidade e luto: 

- As mulheres acabam esquecendo de perguntar para elas mesmas o que a gente quer, o que a gente precisa, qual que é o nosso cuidado. Tem mulheres que nasceram para maternar filhos, tem mulheres que nasceram para maternar projetos, tem mulheres que nasceram para maternar causas, e tem mulheres que nasceram para maternar a sua própria reconstrução, que eu me vejo nisso, sabe? Eu sou minha própria mãe, de certa forma. E eu acho que todas as mulheres são as nossas próprias mães também, só que outras exercem outros papéis, então elas têm que ser mães dos próprios filhos, mães do próprio marido, mães dos próprios pais, então é algo muito complexo, é tudo muito intenso, difícil.

E continua:

- A cobrança é muito exaustiva para cima de nós, mulheres, e as mulheres acabam entendendo que tem que entregar isso tudo que a sociedade puxa delas, tudo que a sociedade quer da gente. Mas, na verdade, o que a gente quer? Porque cuidar de todo mundo, isso a gente faz o tempo inteiro. Eu cuidei do meu pai, assim como eu cuido dos meus irmãos, assim como eu cuido dos meus amigos, assim como eu cuido da minha própria vida. Só que tem hora que a gente esquece de perguntar que cuidado é esse, como eu quero ser cuidada e quem vai cuidar de mim.E a resposta é muito clara, gente. Eu não entendo por que a sociedade ainda coloca a maternidade como uma obrigatoriedade feminina. Por quê? Eu vejo de uma forma muito positiva eu não entregar para a sociedade o que ela espera de mim, porque eu acho que é isso que a sociedade espera da gente, de uma mulher, ainda mais da minha idade, ser mãe, ou estar casada, ou estar com alguém, ter filhos, eu sempre estar cuidando de outras pessoas. Eu escolhi me escutar e eu entendi que eu precisava de cuidar de mim para sobreviver nessa selva que é a sociedade atual.

Para finalizar, Ana ainda citou a morte do pai, Gerardo Renault, aos 96 anos de idade. Vale lembrar que a jornalista ainda estava confinada no BBB26 quando recebeu a notícia do falecimento do patriarca:

- Então eu sou mulher de 44 anos, que não sou mãe, que agora nem filha eu sou mais, porque não tenho pai, não tenho mãe. Então chegou um ponto que agora eu vou cuidar ainda mais de mim. Isso vai incomodar ainda mais você que não está aberto a entender que nós mulheres não viemos para entregar o que você espera. E que cada vez mais vocês vão ter que entender que a gente vai estar na busca do nosso lugar ao sol, que a gente também quer tomar esse solzinho que todo mundo toma.Eu acho que quem ama respeita. Quem ama respeita a minha opinião, quem ama respeita o meu tempo, quem ama respeita o que eu penso, quem ama respeita e quem ama se respeita e quem ama respeita os outros.

Veja abaixo:

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Ana Paula Renault faz reflexão sobre luto e maternidade no final de <i>Quem Ama Cuida</i>

Ana Paula Renault faz reflexão sobre luto e maternidade no final de Quem Ama Cuida

20/Mai/

Se você acompanhou o segundo capítulo de Quem Ama Cuida, novela das nove da TV Globo, na última terça-feira, dia 19, deve ter visto o depoimento emocionante que Ana Paula Renault deu ao final da trama. 

Em um momento reflexivo, a jornalista falou sobre o papel de cuidadora que as mulheres exercem na sociedade e sua percepção sobre maternidade e luto: 

- As mulheres acabam esquecendo de perguntar para elas mesmas o que a gente quer, o que a gente precisa, qual que é o nosso cuidado. Tem mulheres que nasceram para maternar filhos, tem mulheres que nasceram para maternar projetos, tem mulheres que nasceram para maternar causas, e tem mulheres que nasceram para maternar a sua própria reconstrução, que eu me vejo nisso, sabe? Eu sou minha própria mãe, de certa forma. E eu acho que todas as mulheres são as nossas próprias mães também, só que outras exercem outros papéis, então elas têm que ser mães dos próprios filhos, mães do próprio marido, mães dos próprios pais, então é algo muito complexo, é tudo muito intenso, difícil.

E continua:

- A cobrança é muito exaustiva para cima de nós, mulheres, e as mulheres acabam entendendo que tem que entregar isso tudo que a sociedade puxa delas, tudo que a sociedade quer da gente. Mas, na verdade, o que a gente quer? Porque cuidar de todo mundo, isso a gente faz o tempo inteiro. Eu cuidei do meu pai, assim como eu cuido dos meus irmãos, assim como eu cuido dos meus amigos, assim como eu cuido da minha própria vida. Só que tem hora que a gente esquece de perguntar que cuidado é esse, como eu quero ser cuidada e quem vai cuidar de mim.E a resposta é muito clara, gente. Eu não entendo por que a sociedade ainda coloca a maternidade como uma obrigatoriedade feminina. Por quê? Eu vejo de uma forma muito positiva eu não entregar para a sociedade o que ela espera de mim, porque eu acho que é isso que a sociedade espera da gente, de uma mulher, ainda mais da minha idade, ser mãe, ou estar casada, ou estar com alguém, ter filhos, eu sempre estar cuidando de outras pessoas. Eu escolhi me escutar e eu entendi que eu precisava de cuidar de mim para sobreviver nessa selva que é a sociedade atual.

Para finalizar, Ana ainda citou a morte do pai, Gerardo Renault, aos 96 anos de idade. Vale lembrar que a jornalista ainda estava confinada no BBB26 quando recebeu a notícia do falecimento do patriarca:

- Então eu sou mulher de 44 anos, que não sou mãe, que agora nem filha eu sou mais, porque não tenho pai, não tenho mãe. Então chegou um ponto que agora eu vou cuidar ainda mais de mim. Isso vai incomodar ainda mais você que não está aberto a entender que nós mulheres não viemos para entregar o que você espera. E que cada vez mais vocês vão ter que entender que a gente vai estar na busca do nosso lugar ao sol, que a gente também quer tomar esse solzinho que todo mundo toma.Eu acho que quem ama respeita. Quem ama respeita a minha opinião, quem ama respeita o meu tempo, quem ama respeita o que eu penso, quem ama respeita e quem ama se respeita e quem ama respeita os outros.

Veja abaixo: