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Publicada em 21/10/2026 às 13:55 | Atualizada em 21/10/2026 às 14:00

Giulia Gam desabafa sobre excesso de medicação: Te dopa e embota o sentimento

A atriz concedeu uma entrevista ao videocast do Globo Conversa vai, conversa vem

Da Redação

Divulgação - TV Globo

Giulia Gam concedeu uma entrevista ao videocast Globo Conversa Vai, Conversa Vem e abordou um assunto importante ao relembrar um período em que tomou um coquetel de medicamentos.

Em seu relato, a atriz fez um alerta sobre os possíveis efeitos do excesso de medicação, afirmando que os remédios podem embotar os sentimentos e dificultar a compreensão e a resolução das questões que levaram a pessoa a buscar ajuda, deixando-a paralisada.

- Teve um acidente de percurso. Fui excessivamente medicada e faço um alerta: a psiquiatria tem que tomar cuidado. Há diagnósticos sérios, específicos, onde a medicação ajuda brutalmente, estabiliza a pessoa e tal. A ideia é que o remédio segure num momento de crise. Mas ele embota o sentimento, não deixa que se pense na origem daquilo e como resolver. É preciso ter o momento da retirada. Porque é óbvio que não se consegue carregar aquela sua crise para sempre, e o remédio tem um tempo específico. Ele te dopa. Eu resolvi mudar radical. Fui para uma grande endocrinologista para ver meu metabolismo e uma psiquiatra que realmente me ouviu. Falei: Quero retirar essa medicação, não tá legal.

Questionada se tomava antidepressivos, ela falou:

- Era um festival, porque vai aumentando: regulador de humor, um cai, outro levanta e vai criando um 'frankestein'. Não sabe mais o que é seu e o que não é. E você não decide mais nada porque não sente mais nada.

Segundo ela, o processo de retirada dos medicamentos começou em novembro de 2025:

- Conversando, falei que não foi diagnosticado depressão, bipolaridade ou borderline. E que queria experimentar sem remédio, porque estava muito ruim com. E ela bancou. Falou: Vamos retirar e ir vendo como se sente. Foi um processo que começou em novembro do ano passado. Achei que ia levar pelo menos uns dois anos.

E continuou:

- Comecei um movimento forte com o meu corpo, que hoje é o meu guia. Ele te dá sinais precisos dos seus traumas e emoções. Se alguma coisa te machucou aqui e você encostar, vai lembrar exatamente. E o trabalho do ator é esse: o nosso corpo não distingue a realidade da fantasia. Quando está interpretando, sente no corpo. Você sabe que não é, mas seu corpo interpreta aquilo como se fosse... Ele vai suar, o coração vai acelerar, sua memória muscular vai ficar funcionar.

Aos 60 anos de idade, Giulia também falou sobre a importância do sexo em sua vida:

- Sempre foi importante. Mas o prazer que sinto no meu trabalho é tão grande que o sexo nunca foi uma procura para mim. Nunca tive esse apetite sexual de, tipo: Preciso transar. Tenho amigas que falam: Ai, estou uma semana sem transar, preciso. Não fico desesperada. Quando estou com alguém que me desperta desejo, tesão, amor, cumplicidade e tranquilidade... Não tenho atração por relações confusas. Gosto do papai e mamãe no sentido de segurança. Aí é uma delícia, adoro o esporte, o jogo, brincar. Sexo é vida. A energia vem, você fica bonita, sai na rua se sentindo pretty woman. Não tem nada mais lindo que um homem te amar. Quando ele te ama, gosta de uma mulher de verdade... Porque os homens, tadinhos, levaram muita porrada das mulheres. Não sabem se te oferecem ou não uma água, não sabem nem como chegar. Muitos desistiram. Tá difícil para eles.

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Giulia Gam desabafa sobre excesso de medicação: <i>Te dopa e embota o sentimento</i>

Giulia Gam desabafa sobre excesso de medicação: Te dopa e embota o sentimento

21/Out/

Giulia Gam concedeu uma entrevista ao videocast Globo Conversa Vai, Conversa Vem e abordou um assunto importante ao relembrar um período em que tomou um coquetel de medicamentos.

Em seu relato, a atriz fez um alerta sobre os possíveis efeitos do excesso de medicação, afirmando que os remédios podem embotar os sentimentos e dificultar a compreensão e a resolução das questões que levaram a pessoa a buscar ajuda, deixando-a paralisada.

- Teve um acidente de percurso. Fui excessivamente medicada e faço um alerta: a psiquiatria tem que tomar cuidado. Há diagnósticos sérios, específicos, onde a medicação ajuda brutalmente, estabiliza a pessoa e tal. A ideia é que o remédio segure num momento de crise. Mas ele embota o sentimento, não deixa que se pense na origem daquilo e como resolver. É preciso ter o momento da retirada. Porque é óbvio que não se consegue carregar aquela sua crise para sempre, e o remédio tem um tempo específico. Ele te dopa. Eu resolvi mudar radical. Fui para uma grande endocrinologista para ver meu metabolismo e uma psiquiatra que realmente me ouviu. Falei: Quero retirar essa medicação, não tá legal.

Questionada se tomava antidepressivos, ela falou:

- Era um festival, porque vai aumentando: regulador de humor, um cai, outro levanta e vai criando um 'frankestein'. Não sabe mais o que é seu e o que não é. E você não decide mais nada porque não sente mais nada.

Segundo ela, o processo de retirada dos medicamentos começou em novembro de 2025:

- Conversando, falei que não foi diagnosticado depressão, bipolaridade ou borderline. E que queria experimentar sem remédio, porque estava muito ruim com. E ela bancou. Falou: Vamos retirar e ir vendo como se sente. Foi um processo que começou em novembro do ano passado. Achei que ia levar pelo menos uns dois anos.

E continuou:

- Comecei um movimento forte com o meu corpo, que hoje é o meu guia. Ele te dá sinais precisos dos seus traumas e emoções. Se alguma coisa te machucou aqui e você encostar, vai lembrar exatamente. E o trabalho do ator é esse: o nosso corpo não distingue a realidade da fantasia. Quando está interpretando, sente no corpo. Você sabe que não é, mas seu corpo interpreta aquilo como se fosse... Ele vai suar, o coração vai acelerar, sua memória muscular vai ficar funcionar.

Aos 60 anos de idade, Giulia também falou sobre a importância do sexo em sua vida:

- Sempre foi importante. Mas o prazer que sinto no meu trabalho é tão grande que o sexo nunca foi uma procura para mim. Nunca tive esse apetite sexual de, tipo: Preciso transar. Tenho amigas que falam: Ai, estou uma semana sem transar, preciso. Não fico desesperada. Quando estou com alguém que me desperta desejo, tesão, amor, cumplicidade e tranquilidade... Não tenho atração por relações confusas. Gosto do papai e mamãe no sentido de segurança. Aí é uma delícia, adoro o esporte, o jogo, brincar. Sexo é vida. A energia vem, você fica bonita, sai na rua se sentindo pretty woman. Não tem nada mais lindo que um homem te amar. Quando ele te ama, gosta de uma mulher de verdade... Porque os homens, tadinhos, levaram muita porrada das mulheres. Não sabem se te oferecem ou não uma água, não sabem nem como chegar. Muitos desistiram. Tá difícil para eles.

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