X

NOTÍCIAS

Publicada em 08/09/2026 às 11:05 | Atualizada em 08/09/2026 às 11:12

Letícia Cazarré defende decisão de se cuidar enquanto filha está na UTI e rebate críticas

A esposa de Juliano Cazarré postou um desabafo nas redes sociais após ser criticada por alguns internautas

Da Redação

Divulgação - @leticiacazarre

Letícia Cazarré usou suas redes sociais para fazer um desabafo e repudiar alguns comentários que recebeu após reservar um momento para cuidar de si enquanto a filha, Maria Guilhermina, está internada na UTI.

No começo do vídeo, ela mostrou dois comentários de internautas que a julgaram por se afastar da filha. Em uma das mensagens, a pessoa disse que não entendia como Letícia tinha coragem de ir a um salão de beleza e afirmou que, se estivesse em seu lugar, não sairia de perto da filha. Em outro comentário, uma mulher lamentou ver Letícia se afastando e deixando os cuidados com a filha sob responsabilidade de outras pessoas.

Letícia iniciou o desabafo relembrando tudo que Maria Guilhermina enfrentou logo após o nascimento. 

- Vamos falar sobre esse tipo de comentário aqui, ou esse aqui? Pessoal, pra quem não sabe, a minha filha Maria Guilhermina, que é essa bebezinha aqui que tá na foto aqui atrás, aqui ela tinha um ano, agora ela já tem quatro. Ela nasceu com uma doença raríssima de coração e teve que ser operada imediatamente após o nascimento, então ela saiu da minha barriga, eu segurei ela uns minutinhos e ela foi pro centro cirúrgico, abriu o peito, abriu o externo, abriu o coração, operou o coração e voltou ligada numa máquina chamada ECMO, que faz a circulação sanguínea e a ventilação, né, então faz as vezes de pulmão e coração.

Segundo Letícia, após passar por todas essas complicações, Maria Guilhermina sofreu uma parada cardíaca e precisou passar por um novo procedimento cirúrgico, em menos de 60 dias de vida.

- E ela ficou nessa máquina 24 horas, o cérebro dela sangrou, eles tiveram que tirar da máquina, ou seja, se sobreviver, sobreviveu, e ela sobreviveu, e ela chegou a mamar, e chegou a ficar num apartamento comigo 50 dias depois, mas o fato é que ela teve uma grave intercorrência, voltou pra UTI e eles tiveram que reabordá-la, e isso ela teve uma parada cardíaca, eles tiveram que reanimá-la, tiveram que abrir o pescoço dela, colocar de novo a tal da ECMO pela segunda vez em 50 dias de vida, e ela subiu pro centro cirúrgico ligada nessa máquina e foi abordada cirurgicamente de novo em menos de 60 dias do nascimento.

Após as complicações, Maria Guilhermina nunca mais foi a mesma. Letícia passou oito meses inteiros ao lado da filha, com pouquíssimas exceções, quando a mãe ou o marido ficavam em seu lugar. Segundo ela, tudo o que a filha faz atualmente é parte do processo de recuperação.

- Depois disso, nunca mais ela foi a mesma, ela ficou totalmente paralisada, parou de deglutir, parou de se mexer, e tudo que ela faz hoje é uma recuperação deste momento. Eu estava lá o tempo inteiro, eu passei os primeiros oito meses de vida inteiramente ao lado dela, eu não tinha ninguém pra me render, salvo pouquíssimas exceções, quando a minha mãe foi uma vez, o meu marido foi umas duas ou três vezes, eles me renderam por um dia, dois dias, e mesmo assim eu continuava lá, eu não fui embora, eu não saí de São Paulo em momento nenhum. Então, eu passei oito meses totalmente focada em fazer a minha filha sobreviver, e hoje eu posso dizer com muito orgulho que algumas vezes eu fui a pessoa que, inclusive, salvou a vida dela aqui em casa, no home care, algumas vezes.

Maria Guilhermina passou oito meses na UTI e, após esse período, foi para casa, onde passou a receber cuidados de home care. Durante esse tempo, a família enfrentou inúmeros problemas, incluindo novas internações e outra cirurgia cardíaca. Segundo Letícia, ela sempre esteve por perto, mesmo precisando dividir a atenção com os outros filhos.

- Bom, depois de oito meses na UTI ela veio pra casa e ficou em home care esse tempo todo. Já tivemos inúmeros problemas, inúmeros erros, inúmeras intercorrências, e ela já internou de novo muitas e muitas vezes. Ah, sem contar que ela fez mais uma cirurgia cardíaca, então foram três, fez a cirurgia da traqueostomia, fez a cirurgia da gastrostomia, e todo esse tempo quem acompanhou ela muito de perto fui eu. Depois disso, eu já tive mais um filho, tá? Então, eu tenho os meus outros filhos também pra cuidar, pra ajudar. Quando eu voltei de São Paulo, cada um dos filhos estava dando um pequeno probleminha de comportamento, porque, inclusive, eles ficaram sem a mãe, de repente, durante seis meses na vida dele. A mais nova tinha um ano de idade quando eu saí daqui pra ficar com a outra em São Paulo.

E continuou, explicando que, toda vez que Maria Guilhermina precisa ser internada, a família não sabe como a pequena vai voltar para casa:

- Então, a gente teve ainda que recuperar os nossos filhos que passaram esse tempo sem mim e que, de repente, viram uma irmã chegando cheia de equipamento, de ventilador mecânico, um home care foi montado dentro de casa. Então, todos da família sofrem de alguma maneira com a situação da Guilhermina, mas é claro que ela é quem mais sofre. E cada vez que ela é interna, a gente nunca sabe quando nem como ela vai sair, certo? Ela pode piorar muito, ela tem problemas neurológicos, ela tem problemas pulmonares, agora ela tá com problemas no pâncreas, o coração dela voltou a piorar, a gente nunca sabe o que vai acontecer.

Letícia contou que, ao longo dos anos, aprendeu que precisa se cuidar para conseguir se dedicar da melhor forma aos cuidados com a filha:

- Nesses anos todos, se tem uma coisa que eu aprendi a fazer, gente, é a me cuidar. Eu preciso me cuidar para que eu possa cuidar dela na minha melhor entrega. Eu preciso me cuidar para que eu não negligencie os outros filhos diante desse sofrimento, diante dessa dor, diante desse cuidado especial que ela precisa, que os outros não precisam.Então, eu precisei aprender muitas ferramentas, como, por exemplo, continuar me maquiando, continuar indo no salão, continuar fazendo as unhas. E eu não tirei isso da minha cabeça, não. Os próprios médicos me diziam, Letícia, sai um pouco.Não existe ninguém que fica sozinha no hospital igual você. A gente nunca viu isso acontecer. Todo mundo tem alguém para revezar, todo mundo tem um pai, todo mundo tem uma mãe, um marido, um irmão. Você não tem ninguém, então vai. E aí eu ia para o shopping, eu fazia a unha, eu fazia escova. Aquilo era uma cura para mim, gente, uma verdadeira cura.

E continuou, falando sobre a importância que esses momentos de autocuidado passaram a ter em sua vida:

- Quando eu descobri o poder que esses momentos de autocuidado tinham, fora oração, vida espiritual, missa, comunhão, nem estou falando sobre isso, mas isso também é uma forma de autocuidado, que Deus carinhosamente deixou ali para a gente na forma de sacramentos, e de toda a comunhão dos santos, de toda a igreja, de todo mundo que reza por nós e que nos dá apoio. Mas eu estou falando mesmo do cuidado pessoal, com o seu corpo, com a sua aparência. Faz muita diferença.Então, eu poder deixar ela lá com uma pessoa de confiança, que cuida dela da melhor maneira possível. Eu estava lá essa noite, eu dormi lá com ela. Eu saí de lá às oito da manhã, fui para um compromisso.

Letícia também contou sobre a decisão de cortar os cabelos. Segundo ela, após chegar em casa do compromisso, o marido a chamou para ir ao shopping cortar, pela primeira vez, o cabelo do filho de dois anos de idade. Como já estava no local, ela decidiu aproveitar a oportunidade para cortar os próprios cabelos:

- Nesse compromisso, eu cheguei em casa, mal sentei minha busanfa na cadeira. Meu marido falou, vamos ao shopping cortar o cabelo das crianças? Eu falei, vamos. Quando chegou lá, eu falei, quer saber? Já que eu já estou aqui mesmo, exausta dessa noite de UTI, eu resolvi cortar o meu cabelo.Estava pensando nisso há alguns dias, vou fazer isso. Eu já estava lá, gente, esperando o meu filhinho de dois anos cortar. Pela primeira vez na vida dele.Imagina se eu não tivesse ido ao salão acompanhar o meu filho de dois anos, que não tem nada a ver com nada disso aqui que está acontecendo, cortar o cabelinho dele pela primeira vez. Vocês aí que estão me julgando, vocês achariam isso certo? Com essa criancinha de dois anos, que também tem uma única mãe, e que precisa da atenção da mãe, e que a mãe tem que estar com ele nos momentos mais importantes? Então, assim, vocês têm que se decidir, sabe? Vocês são muito rápidos em julgar. E são muito lentos em se julgar.

Em seguida, Letícia mandou um recado para as pessoas que a julgaram e chegaram a marcar seu nome nos comentários:

- Vocês são muito rápidos em julgar os outros. Olhar para o outro, para uma situação que você nunca sequer pisou numa UTI. Você sequer viu um filho seu sofrer com o peito aberto e o coração aparecendo e pulando lá dentro.Você nunca viu isso? Eu já vi três vezes. Three fucking times. Sacou? Então, se tem alguém que tem o direito de dizer hoje eu vou sair e eu vou cortar a p*** do meu cabelo, esse alguém sou eu.Você, cala a boca, fica quieta. Você nunca passou por isso. Você não tem o direito de entrar na minha conta do Instagram, me marcar e fazer um comentário sórdido como esse.Como se você fosse melhor do que eu. Porque você jamais presenciou o seu filho sofrendo a quantidade de sofrimento que a minha filha, Maria Guilhermina, que, aliás, é uma pessoa muitíssimo melhor do que você, apesar de tudo que você tem a mais do que ela na sua vida. Apesar de todos os dons.Apesar de você respirar sem precisar de um respirador. Apesar de você engolir sem precisar de ajuda, de uma fono. Apesar de você conseguir enxergar bem.Apesar de você andar com as suas duas pernas. Apesar de você conseguir comer. Apesar de você conseguir falar e chorar e reclamar quando as coisas estão doendo.Ela não consegue fazer nada disso. E apesar disso, ela é uma pessoa muito melhor do que você. Eu não preciso de mais nada pra ter certeza disso.

Letícia então encerrou o desabafo sugerindo que as pessoas que a julgaram procurassem alguém para ajudar, como uma mãe que estivesse com um filho na UTI:

- Então, fica quieta. Você não tem nada bom pra falar. Passa adiante.Você jamais viveu algo parecido com o que nós estamos vivendo há quatro anos. Então, fecha a sua boca. Porque só está saindo... E vai procurar alguém pra ajudar.De preferência, uma mãe que esteja na UTI, precisando que alguém renda ela por doze horas pra que ela consiga deitar numa cama e dormir. Que foi o que eu não fiz essa noite. Porque eu estava com a minha filha. Entendeu? Vai tomar no meio do seu ...

Confira:

Já nos segue no Instagram? Por lá, compartilhamos tudo sobre celebridades, estilo, realities, séries, teen, bastidores do entretenimento e reportagens exclusivas. Vai ficar de fora dessa? O nosso perfil é @portal.estrelando.

Deixe um comentário

Atenção! Os comentários do portal Estrelando são via Facebook, lembre-se que o comentário é de inteira responsabilidade do autor, comentários impróprios poderão ser denunciados pelos outros usuários, acarretando até mesmo na perda da conta no Facebook.

Enquete

O primeiro fim de semana do Rock in Rio chegou! Qual artista você está ansioso para acompanhar?

Obrigado! Seu voto foi enviado.

Letícia Cazarré defende decisão de se cuidar enquanto filha está na UTI e rebate críticas

Letícia Cazarré defende decisão de se cuidar enquanto filha está na UTI e rebate críticas

08/Set/

Letícia Cazarré usou suas redes sociais para fazer um desabafo e repudiar alguns comentários que recebeu após reservar um momento para cuidar de si enquanto a filha, Maria Guilhermina, está internada na UTI.

No começo do vídeo, ela mostrou dois comentários de internautas que a julgaram por se afastar da filha. Em uma das mensagens, a pessoa disse que não entendia como Letícia tinha coragem de ir a um salão de beleza e afirmou que, se estivesse em seu lugar, não sairia de perto da filha. Em outro comentário, uma mulher lamentou ver Letícia se afastando e deixando os cuidados com a filha sob responsabilidade de outras pessoas.

Letícia iniciou o desabafo relembrando tudo que Maria Guilhermina enfrentou logo após o nascimento. 

- Vamos falar sobre esse tipo de comentário aqui, ou esse aqui? Pessoal, pra quem não sabe, a minha filha Maria Guilhermina, que é essa bebezinha aqui que tá na foto aqui atrás, aqui ela tinha um ano, agora ela já tem quatro. Ela nasceu com uma doença raríssima de coração e teve que ser operada imediatamente após o nascimento, então ela saiu da minha barriga, eu segurei ela uns minutinhos e ela foi pro centro cirúrgico, abriu o peito, abriu o externo, abriu o coração, operou o coração e voltou ligada numa máquina chamada ECMO, que faz a circulação sanguínea e a ventilação, né, então faz as vezes de pulmão e coração.

Segundo Letícia, após passar por todas essas complicações, Maria Guilhermina sofreu uma parada cardíaca e precisou passar por um novo procedimento cirúrgico, em menos de 60 dias de vida.

- E ela ficou nessa máquina 24 horas, o cérebro dela sangrou, eles tiveram que tirar da máquina, ou seja, se sobreviver, sobreviveu, e ela sobreviveu, e ela chegou a mamar, e chegou a ficar num apartamento comigo 50 dias depois, mas o fato é que ela teve uma grave intercorrência, voltou pra UTI e eles tiveram que reabordá-la, e isso ela teve uma parada cardíaca, eles tiveram que reanimá-la, tiveram que abrir o pescoço dela, colocar de novo a tal da ECMO pela segunda vez em 50 dias de vida, e ela subiu pro centro cirúrgico ligada nessa máquina e foi abordada cirurgicamente de novo em menos de 60 dias do nascimento.

Após as complicações, Maria Guilhermina nunca mais foi a mesma. Letícia passou oito meses inteiros ao lado da filha, com pouquíssimas exceções, quando a mãe ou o marido ficavam em seu lugar. Segundo ela, tudo o que a filha faz atualmente é parte do processo de recuperação.

- Depois disso, nunca mais ela foi a mesma, ela ficou totalmente paralisada, parou de deglutir, parou de se mexer, e tudo que ela faz hoje é uma recuperação deste momento. Eu estava lá o tempo inteiro, eu passei os primeiros oito meses de vida inteiramente ao lado dela, eu não tinha ninguém pra me render, salvo pouquíssimas exceções, quando a minha mãe foi uma vez, o meu marido foi umas duas ou três vezes, eles me renderam por um dia, dois dias, e mesmo assim eu continuava lá, eu não fui embora, eu não saí de São Paulo em momento nenhum. Então, eu passei oito meses totalmente focada em fazer a minha filha sobreviver, e hoje eu posso dizer com muito orgulho que algumas vezes eu fui a pessoa que, inclusive, salvou a vida dela aqui em casa, no home care, algumas vezes.

Maria Guilhermina passou oito meses na UTI e, após esse período, foi para casa, onde passou a receber cuidados de home care. Durante esse tempo, a família enfrentou inúmeros problemas, incluindo novas internações e outra cirurgia cardíaca. Segundo Letícia, ela sempre esteve por perto, mesmo precisando dividir a atenção com os outros filhos.

- Bom, depois de oito meses na UTI ela veio pra casa e ficou em home care esse tempo todo. Já tivemos inúmeros problemas, inúmeros erros, inúmeras intercorrências, e ela já internou de novo muitas e muitas vezes. Ah, sem contar que ela fez mais uma cirurgia cardíaca, então foram três, fez a cirurgia da traqueostomia, fez a cirurgia da gastrostomia, e todo esse tempo quem acompanhou ela muito de perto fui eu. Depois disso, eu já tive mais um filho, tá? Então, eu tenho os meus outros filhos também pra cuidar, pra ajudar. Quando eu voltei de São Paulo, cada um dos filhos estava dando um pequeno probleminha de comportamento, porque, inclusive, eles ficaram sem a mãe, de repente, durante seis meses na vida dele. A mais nova tinha um ano de idade quando eu saí daqui pra ficar com a outra em São Paulo.

E continuou, explicando que, toda vez que Maria Guilhermina precisa ser internada, a família não sabe como a pequena vai voltar para casa:

- Então, a gente teve ainda que recuperar os nossos filhos que passaram esse tempo sem mim e que, de repente, viram uma irmã chegando cheia de equipamento, de ventilador mecânico, um home care foi montado dentro de casa. Então, todos da família sofrem de alguma maneira com a situação da Guilhermina, mas é claro que ela é quem mais sofre. E cada vez que ela é interna, a gente nunca sabe quando nem como ela vai sair, certo? Ela pode piorar muito, ela tem problemas neurológicos, ela tem problemas pulmonares, agora ela tá com problemas no pâncreas, o coração dela voltou a piorar, a gente nunca sabe o que vai acontecer.

Letícia contou que, ao longo dos anos, aprendeu que precisa se cuidar para conseguir se dedicar da melhor forma aos cuidados com a filha:

- Nesses anos todos, se tem uma coisa que eu aprendi a fazer, gente, é a me cuidar. Eu preciso me cuidar para que eu possa cuidar dela na minha melhor entrega. Eu preciso me cuidar para que eu não negligencie os outros filhos diante desse sofrimento, diante dessa dor, diante desse cuidado especial que ela precisa, que os outros não precisam.Então, eu precisei aprender muitas ferramentas, como, por exemplo, continuar me maquiando, continuar indo no salão, continuar fazendo as unhas. E eu não tirei isso da minha cabeça, não. Os próprios médicos me diziam, Letícia, sai um pouco.Não existe ninguém que fica sozinha no hospital igual você. A gente nunca viu isso acontecer. Todo mundo tem alguém para revezar, todo mundo tem um pai, todo mundo tem uma mãe, um marido, um irmão. Você não tem ninguém, então vai. E aí eu ia para o shopping, eu fazia a unha, eu fazia escova. Aquilo era uma cura para mim, gente, uma verdadeira cura.

E continuou, falando sobre a importância que esses momentos de autocuidado passaram a ter em sua vida:

- Quando eu descobri o poder que esses momentos de autocuidado tinham, fora oração, vida espiritual, missa, comunhão, nem estou falando sobre isso, mas isso também é uma forma de autocuidado, que Deus carinhosamente deixou ali para a gente na forma de sacramentos, e de toda a comunhão dos santos, de toda a igreja, de todo mundo que reza por nós e que nos dá apoio. Mas eu estou falando mesmo do cuidado pessoal, com o seu corpo, com a sua aparência. Faz muita diferença.Então, eu poder deixar ela lá com uma pessoa de confiança, que cuida dela da melhor maneira possível. Eu estava lá essa noite, eu dormi lá com ela. Eu saí de lá às oito da manhã, fui para um compromisso.

Letícia também contou sobre a decisão de cortar os cabelos. Segundo ela, após chegar em casa do compromisso, o marido a chamou para ir ao shopping cortar, pela primeira vez, o cabelo do filho de dois anos de idade. Como já estava no local, ela decidiu aproveitar a oportunidade para cortar os próprios cabelos:

- Nesse compromisso, eu cheguei em casa, mal sentei minha busanfa na cadeira. Meu marido falou, vamos ao shopping cortar o cabelo das crianças? Eu falei, vamos. Quando chegou lá, eu falei, quer saber? Já que eu já estou aqui mesmo, exausta dessa noite de UTI, eu resolvi cortar o meu cabelo.Estava pensando nisso há alguns dias, vou fazer isso. Eu já estava lá, gente, esperando o meu filhinho de dois anos cortar. Pela primeira vez na vida dele.Imagina se eu não tivesse ido ao salão acompanhar o meu filho de dois anos, que não tem nada a ver com nada disso aqui que está acontecendo, cortar o cabelinho dele pela primeira vez. Vocês aí que estão me julgando, vocês achariam isso certo? Com essa criancinha de dois anos, que também tem uma única mãe, e que precisa da atenção da mãe, e que a mãe tem que estar com ele nos momentos mais importantes? Então, assim, vocês têm que se decidir, sabe? Vocês são muito rápidos em julgar. E são muito lentos em se julgar.

Em seguida, Letícia mandou um recado para as pessoas que a julgaram e chegaram a marcar seu nome nos comentários:

- Vocês são muito rápidos em julgar os outros. Olhar para o outro, para uma situação que você nunca sequer pisou numa UTI. Você sequer viu um filho seu sofrer com o peito aberto e o coração aparecendo e pulando lá dentro.Você nunca viu isso? Eu já vi três vezes. Three fucking times. Sacou? Então, se tem alguém que tem o direito de dizer hoje eu vou sair e eu vou cortar a p*** do meu cabelo, esse alguém sou eu.Você, cala a boca, fica quieta. Você nunca passou por isso. Você não tem o direito de entrar na minha conta do Instagram, me marcar e fazer um comentário sórdido como esse.Como se você fosse melhor do que eu. Porque você jamais presenciou o seu filho sofrendo a quantidade de sofrimento que a minha filha, Maria Guilhermina, que, aliás, é uma pessoa muitíssimo melhor do que você, apesar de tudo que você tem a mais do que ela na sua vida. Apesar de todos os dons.Apesar de você respirar sem precisar de um respirador. Apesar de você engolir sem precisar de ajuda, de uma fono. Apesar de você conseguir enxergar bem.Apesar de você andar com as suas duas pernas. Apesar de você conseguir comer. Apesar de você conseguir falar e chorar e reclamar quando as coisas estão doendo.Ela não consegue fazer nada disso. E apesar disso, ela é uma pessoa muito melhor do que você. Eu não preciso de mais nada pra ter certeza disso.

Letícia então encerrou o desabafo sugerindo que as pessoas que a julgaram procurassem alguém para ajudar, como uma mãe que estivesse com um filho na UTI:

- Então, fica quieta. Você não tem nada bom pra falar. Passa adiante.Você jamais viveu algo parecido com o que nós estamos vivendo há quatro anos. Então, fecha a sua boca. Porque só está saindo... E vai procurar alguém pra ajudar.De preferência, uma mãe que esteja na UTI, precisando que alguém renda ela por doze horas pra que ela consiga deitar numa cama e dormir. Que foi o que eu não fiz essa noite. Porque eu estava com a minha filha. Entendeu? Vai tomar no meio do seu ...

Confira:

Já nos segue no Instagram? Por lá, compartilhamos tudo sobre celebridades, estilo, realities, séries, teen, bastidores do entretenimento e reportagens exclusivas. Vai ficar de fora dessa? O nosso perfil é @portal.estrelando.