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Publicada em 21/08/2019 às 22:26 | Atualizada em 22/08/2019 às 15:26

Erick Jacquin revela quem é o seu favorito desta temporada do MasterChef Brasil

De volta no Pesadelo na Cozinha, chef também falou sobre os filhos gêmeos, Elise e Antoine, e confessou que tem medo de morrer

Carolina Rocha

Divulgação-Carlos Reinis-Band

Erick Jacquin pode até parecer alguém muito distante da nossa realidade, afinal, o chef dos chefs tem uma carreira de prestígio reconhecida internacionalmente. Entretanto, a humildade do cozinheiro - e ele faz questão de se denominar assim - já aparece em poucos minutos de conversa. Bem-humorado e sincero, Jacquin participou da coletiva de imprensa da segunda temporada do programa Pesadelo na Cozinha na noite desta quarta-feira, dia 21, e conversou com os jornalistas sobre os mais diversos assuntos. Nesta matéria, você confere alguns temas abordados pelo chef - e não se esqueça de ficar ligadinho aqui no ESTRELANDO para saber mais sobre o Pesadelo, viu? Teremos uma matéria especial sobre a atração. Vamos lá?

MasterChef Brasil

Jacquin revelou quem era a sua favorita nesta temporada do reality e ainda fez uma análise sobre os dois participantes finalistas, Rodrigo e Lorena:

- Eu nunca tenho sorte no MasterChef, porque nenhum preferido meu ganhou o MasterChef. Nunca! Nesta temporada, eu gostava muito da Juliana. E o público detestava a Juliana, acho que eu era o único que gostava da Juliana. Mas a vida é assim. O MasterChef não é só um reality show. Ele pode ser um jogo, mas antes de tudo tem a comida. Tem as pessoas que se entregam. Fazer comida é mostrar o que tem no nosso coração. Não tem como cozinhar sem amar. E tem como sentir que, no fundo dos dois finalistas, existe uma paixão. O Rodrigo se procura através da gastronomia. Ele é um personagem que precisa se procurar. A Lorena é alegria dentro da cozinha. Eu gostaria de passar o domingo de almoço com a Lorena, deve ser uma felicidade. Essa final vai ser muito bonita, muito grande e com sinceridade. É a primeira vez que eu não sei quem ganhou o MasterChef.

Ele também fez um desabafo sobre as atitudes que considera inaceitáveis dentro de uma cozinha:

- Tem tanta coisa inaceitável dentro da cozinha. Eu já fiz coisas inaceitáveis, mas nunca com o cliente e nunca com a mercadoria. Eu já fui tão duro com meus cozinheiros, que talvez isso possa ser inaceitável. Mas eu fui criado desse jeito. Eu me lembro quando tinha 20 e poucos anos e estava em Paris [capital da França], e eu passava em frente do restaurante todo dia, umas seis e meia da manhã. Ficava Eu entro ou não entro? O horário normal era oito e meia da manhã. E eu sempre entrei. Eu saía meia noite e meia. A gente não tinha nem talher para comer. Para sair de um restaurante e entrar em outro, você tinha que pedir autorização. Quando eu comecei a trabalhar, o chef era o cara com o chapéu mais alto da cozinha. Hoje, você procura o chef, ele tem tatuagem. Eu nunca falei você para um chef meu, até hoje. Sempre senhor. Eles estão vivos ainda, dormem na minha casa, mas não consigo. É chef. Eles me ensinaram a ser quem eu sou. Tudo que eu sou hoje, é por eles. É uma profissão de emoção, tem tudo a ver com religião, com formação. E que faz uma diferença muito grande para o Brasil.

O chef aproveitou para fazer uma análise sobre a nova geração de cozinheiros:

- Essa geração nova está vivendo muita coisa que vai se arrepender em breve. Deixou de aprender, o que é uma necessidade. Os cozinheiros de hoje não sabem fazer as fundações da cozinha. A comida de hoje não tem cheiro. Quando eu tinha nove anos, eu chegava da escola e pelo cheiro eu sabia o que minha mãe tinha feito. Por isso que eu sou cozinheiro. Não tem mais emoção na cozinha, o chef não cozinha mais.

E foi sincero sobre os frequente erros dos competidores do MasterChef, que há dez temporadas insistem em fazer purê batido no liquidificador.

- São todos idiotas! Ninguém presta atenção.

Novo restaurante

Após ter experiências negativas com restaurantes, as quais ele chama de aprendizado, Jacquin resolveu se dar uma nova chance e voltar com um restaurante só seu. O motivo disso? O seu amor pela cozinha, é claro:

- Eu vou abrir um restaurante chamado Presidente, no Jardins [em São Paulo]. A cozinha vai ser dentro do salão e vai dar para uma vitrine na rua. Por que eu fiz isso? Porque os clientes vão querer me ver. Eu quero cozinhar. 

Ele falou sobre a ideia para o restaurante e citou os profissionais que quer ver dentro de sua cozinha - e ainda confessou que está considerando contratar ex-participantes do MasterChef:

- Eu vou começar a montar a equipe, quero um retrato do Brasil. Já recebi 400 currículos. Quero todos os tipos de pessoa. Eu quero fazer um trabalho para ganhar duas estrelas Michelin no mesmo ano. Vai ser todo vermelho. Quero um artista para desenhar meus pratos, um pintor brasileiro para pintar o meu cardápio. Quero fazer coisa diferente. Quero misturar cultura, arte, música. E estou conversando com dois participantes do MasterChef. Mas para trabalhar comigo, não é brincadeira. 

O chef aproveitou para explicar o nome do estabelecimento:

- Vai se chamar Presidente porque na minha casa eu tenho uma coleção de todas as fotos da República Francesa, tudo original e assinado. A República Francesa faz parte da gastronomia francesa. Quero fazer tudo isso, mas ainda misturar um pouco com o Brasil.

E foi direto sobre as possíveis futuras críticas ao local:

- Vou abrir esse restaurante novo, e se os jornalistas falarem mal de mim, eu não vou ficar preocupado. Não vou me importar. Vou fazer pra mim, o que eu gosto.

Filhos gêmeos

Em dezembro de 2018, a esposa do chef, Rôsangela Jacquin, deu à luz os gêmeos Elise e Antoine. Hoje com sete meses de idade, os bebês fazem o maior sucesso nas redes sociais. E Jacquin falou sobre as mudanças proporcionadas com essa experiência:

- É muito engraçado porque a Elise parece a mãe e o Antoine parece comigo. Depois que nasceram meus bebês, eu sou muito mais emotivo. Eu tenho 54 anos de idade, e começar tudo de novo foi pensado. Quando eles entrarem na faculdade, pode ser que eu esteja na cadeira de rodas. Ás vezes eu penso até ser egoísta com eles. Quando eu for buscar eles na escola, se perguntarem É o seu avô? Vou mandar dizer que é o motorista. Eu tenho um filho de 22 anos e já falei para ele ser o co-papai, brincou.

Ele ainda contou uma história engraçada sobre a rotina com os pequenos:

- A gente levou eles na França. No avião, o Antoine estava chorando e eu estava dormindo. Um rapaz que estava atrás de mim observou isso, e a resposta foi Acorda o Erick! É muito gostoso.

Jacquin ainda revelou um medo: 

- Eu tenho medo de morrer, de parar de viver. Minha mãe tem 90 anos de idade, não morreu ainda. Mas eu tenho muito medo.


...e parecem ficar ainda mais fofos com o pai, né? Essa foto fez o maior sucesso nas redes sociais!

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