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Publicada em 29/04/2021 às 11:18 | Atualizada em 29/04/2021 às 11:40

Elliot Page relata mudanças em sua vida desde que se assumiu como homem transgênero: - Realmente sou capaz de existir

O ator ainda comentou sobre uma entrevista que deu para Oprah Winfrey

Da Redação

Divulgação

Como você acompanhou aqui no ESTRELANDO, depois de assumir ser um homem transgênero, Elliot Page tem compartilhado um pouco sobre como sua vida tem se transformado. Em entrevista para a revista Vanity Fair, Elliot voltou a falar sobre o assunto, entregando que finalmente pode se sentir ele mesmo.

- A diferença mais significativa é que eu realmente sou capaz de simplesmente existir. Não ter uma distração constante, todas essas coisas que não estão conscientes. Pela primeira vez em, eu nem sei quanto tempo, [estou] realmente sendo capaz de sentar-me sozinho, estar sozinho, ser produtivo e ser criativo. É uma simplificação exagerada dizer isso desta forma, mas me sinto confortável. Esta é a primeira vez que me sinto realmente presente com as pessoas, que posso estar realmente relaxado e não ter uma ansiedade que está sempre me puxando.

O ator conta que assumir sua identidade também causou impactos muito positivos no aspecto profissional de sua vida, e que se sente mais apto para ser criativo e se aventurar em novos projetos:

- O que mais aconteceu é essa enorme explosão de criatividade. Um dos meus melhores amigos e eu escrevemos nosso primeiro roteiro, estou desenvolvendo outras coisas agora e fiz algumas músicas com outro amigo. Toda essa energia e tempo eu gastava para me sentir desconfortável, verificando constantemente meu corpo, apenas me sentindo mal. Eu tenho uma nova capacidade de explorar criativamente e escrever, isso tem sido realmente incrível. Em termos de atuação, acho que ainda não sei bem. Estou muito mais confortável e presente, então é difícil imaginar que isso não esteja afetando o trabalho. Estou imaginando que quanto mais eu conseguir incorporar quem eu sou e existir no corpo em que quero existir, haverá uma diferença.

Page conta ainda que, embora a história de descobrimento de cada pessoa seja singular, ele sabia que era um menino desde criança. Elliot conta que costumava até mesmo escrever falsas cartas de amor e assiná-las sob o nome Jason, de modo que não compreendia quando as pessoas adultas lhe diziam que ser um menino não era possível:

- Cada pequeno aspecto da minha vida, isso é quem eu era, quem eu sou e quem eu sabia que era. Eu tinha certeza que era um menino. Eu simplesmente não conseguia entender quando me diziam: Não, você não é [um menino]. Não, você não pode ser isso quando ficar mais velho. Agora estou finalmente voltando a me sentir quem sou, e é tão lindo e extraordinário, e de certa forma há uma tristeza nisso.

Questionado sobre a onda de movimentos que deslegitimam os direitos da comunidade LGBTQIA+ - e, principalmente, da comunidade trans - nos Estados Unidos, Elliot afirma que é difícil viver esse momento de alegria e aceitação em meio a tantas incertezas e medos:

- Meus sentimentos não são realmente lineares. Sinto alegria e empolgação emergentes e, no momento seguinte, profunda tristeza ao ler sobre pessoas que desejam tirar dos filhos os cuidados de saúde de afirmação de gênero. Sinto-me muito grato por estar neste lugar em minha vida e quero usar a força que tenho para ajudar de todas as maneiras que puder.

Foi essa vontade de fazer a diferença, inclusive, que levou Elliot Page a dar uma entrevista para Oprah Winfrey durante o programa The Oprah Conversation, da Apple TV+:

- Era algo com que eu precisava fazer, porque a reação agora é muito intensa. A retórica vinda de ativistas anti-trans e anti-LGBTQ é devastadora. Então parecia uma oportunidade de usar uma plataforma de amplo alcance para falar do meu coração sobre algumas das minhas experiências e os recursos que pude acessar - seja terapia ou cirurgia - que me permitiram estar vivo, para viver minha vida.

A conversa com a famosa apresentadora é a primeira entrevista gravada que Elliot dará desde que se assumiu como homem transgênero, e deve ir ao ar na plataforma na próxima sexta-feira, dia 30.

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Outra artista já conhecida do público brasileiro é Maria Clara Spinelli que esteve recentemente em A Força do Querer e depois integrou o elenco de Carcerários, como Kelly. Em depoimento à revista Veja, a estrela já falou sobre o preconceito e revela que já sentia uma mulher desde o nascimento: - Já nasci mulher, não houve um dia específico em que tenha me descoberto. Hoje, sou física, social e legalmente Maria Clara Spinelli Rodrigues e, para minha surpresa, sofro bem menos preconceito do que antes. Por fim, ainda declarou: - Um ator não tem sexo nem idade.

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