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Publicada em 27/02/2026 às 11:44 | Atualizada em 27/02/2026 às 11:44

Filha de Solange Couto se pronuncia após falas da mãe no BBB26: Episódio lamentável

A camarote do reality show gerou polêmica ao falar sobre Samira

Da Redação

Divulgação - TV Globo

A filha da Solange Couto, Morena Mariah, se pronunciou pela primeira vez sobre as falas da mãe no BBB26, na última quinta-feira, dia 26. Por meio de um comunicado nas redes sociais, ela compartilhou que vem recebendo críticas dos internautas pelo que foi dito pela camarote do reality show sobre Samira.

Na ocasião, Solange declarou:

Eu nasci do prazer, não nasci de estupro, não! Vai pra p***a! Pessoa quando é infeliz assim deve ter nascido de t*****a mal dada, sarro de trem!

Na nota oficial, Morena iniciou:

Nos últimos dias, tenho recebido ataques, acusações e tentativas de me expor a partir de uma violência que vivi. Não sou porta-voz de ninguém além de mim mesma. Conforme explicitado desde o início do programa, não administro e nem trabalho na comunicação da minha mãe, Solange Couto, e nunca estive à frente de seus perfis nas redes sociais.

Em seguida, ela destacou que atua há 15 anos na defesa dos Direitos Humanos, no enfrentamento à violência sexual:

Trabalhei diretamente no Sistema de Garantia de Direitos, no enfrentamento à violência sexual e construí uma trajetória sólida, sem desvios. Todos os meus posicionamentos nos últimos anos foram no sentido de afirmar o direito à proteção integral de crianças e adolescentes, o que inclui a garantia de privacidade, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e o resguardo do sigilo e das garantias do devido processo legal.

Morena ainda afirmou que não vai ajudar a atacar sua mãe e que acredita que ela terá a oportunidade de refletir suas próprias ações quando deixar o programa:

Não me levantarei para atacar a minha mãe enquanto ela está confinada. Ela terá a oportunidade, quando sair, de refletir e se responsabilizar por suas falas, que reconheço como problemáticas e refletem, infelizmente, a estrutura machista e violenta à qual todas as mulheres estão submetidas, inclusive eu mesma. Fazer isso seria apenas alimentar o ódio em troca de aplausos. Em minha trajetória como ativista e comunicadora, em casos de repercussão pública, atuei, opinei e me posicionei. Mas, neste momento, sou filha, sou familiar e meu papel é respeitar a mulher que me fez ser quem eu sou.

Relembrando a própria violência que sofreu, a filha da atriz pontuou que é errado utilizar isso como ataque:

Também preciso dizer com todas as letras: usar uma violência que aconteceu comigo como munição de ataque é violar meu direito como vitima e sobrevivente da violência sexual. Há cerca de dez anos, eu já fui assediada pela imprensa e pressionada a comentar publicamente aspectos íntimos da minha vida, inclusive quando assumi minha bissexualidade e quando conteúdos que havia compartilhado em espaços privados sobre a violência que vivi foram tratados como espetáculo.

Se estas pessoas dizem repudiar as violências contra as mulheres e rejeitar qualquer tentativa de ironizar ou diminuir a seriedade que essa pauta exige, então é ainda mais urgente respeitar as mulheres que sobreviveram e que, todos os dias, seguem sendo alvo de silenciamento, descrédito e desqualificação, como eu fui e ainda venho sendo. Não é ético que a imprensa, que diz defender a democracia e os direitos das mulheres, me revitimize para lucrar com um tema tão sensível. Isso me feriu profundamente e levou anos para eu me reconstruir.

Ela ainda não autorizou que sua história seja repercutida, principalmente em vigor à um reality show, já que foi um trauma em sua vida:

Não autorizo que a imprensa e perfis nas redes sociais usem a minha história pessoal sem responsabilidade, cuidado e sem qualquer compromisso com as causas às quais dediquei boa parte da minha vida. Embora sejamos pessoas públicas, eu não devo explicações sobre minha história para satisfazer mera curiosidade ou torcida de um programa de entretenimento. Não é dessa forma que construiremos debates sérios nem avançaremos no enfrentamento das desigualdades e injustiças que nos cercam.

Ela terminou afirmando que não irá mais comentar sobre o BBB e reforçou que não vai abandonar a mãe:

Encerro aqui minha manifestação sobre este episódio lamentável e, a partir de agora, irei me abster de comentar quaisquer pautas relacionadas ao BBB. Por se tratar de uma questão extremamente sensível que não vem recebendo o respeito necessário, não vou responder à imprensa, não darei entrevista e não entrarei em debate público sobre isso nas redes sociais. Também não vou abandonar minha mãe, que foi mãe solo e é parte central da pessoa que eu me tornei, apenas para alimentar um ciclo de ódio desmedido nas redes sociais.

Por fim, Morena pediu respeito diante à situação:

A única coisa que exijo é o mínimo: respeito. Ataques, mentiras, imputações e assédio serão devidamente tratados no âmbito jurídico e qualquer ataque à minha filha será denunciado às autoridades competentes.

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Filha de Solange Couto se pronuncia após falas da mãe no <i>BBB26</i>: <i>Episódio lamentável</i>

Filha de Solange Couto se pronuncia após falas da mãe no BBB26: Episódio lamentável

27/Fev/

A filha da Solange Couto, Morena Mariah, se pronunciou pela primeira vez sobre as falas da mãe no BBB26, na última quinta-feira, dia 26. Por meio de um comunicado nas redes sociais, ela compartilhou que vem recebendo críticas dos internautas pelo que foi dito pela camarote do reality show sobre Samira.

Na ocasião, Solange declarou:

Eu nasci do prazer, não nasci de estupro, não! Vai pra p***a! Pessoa quando é infeliz assim deve ter nascido de t*****a mal dada, sarro de trem!

Na nota oficial, Morena iniciou:

Nos últimos dias, tenho recebido ataques, acusações e tentativas de me expor a partir de uma violência que vivi. Não sou porta-voz de ninguém além de mim mesma. Conforme explicitado desde o início do programa, não administro e nem trabalho na comunicação da minha mãe, Solange Couto, e nunca estive à frente de seus perfis nas redes sociais.

Em seguida, ela destacou que atua há 15 anos na defesa dos Direitos Humanos, no enfrentamento à violência sexual:

Trabalhei diretamente no Sistema de Garantia de Direitos, no enfrentamento à violência sexual e construí uma trajetória sólida, sem desvios. Todos os meus posicionamentos nos últimos anos foram no sentido de afirmar o direito à proteção integral de crianças e adolescentes, o que inclui a garantia de privacidade, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e o resguardo do sigilo e das garantias do devido processo legal.

Morena ainda afirmou que não vai ajudar a atacar sua mãe e que acredita que ela terá a oportunidade de refletir suas próprias ações quando deixar o programa:

Não me levantarei para atacar a minha mãe enquanto ela está confinada. Ela terá a oportunidade, quando sair, de refletir e se responsabilizar por suas falas, que reconheço como problemáticas e refletem, infelizmente, a estrutura machista e violenta à qual todas as mulheres estão submetidas, inclusive eu mesma. Fazer isso seria apenas alimentar o ódio em troca de aplausos. Em minha trajetória como ativista e comunicadora, em casos de repercussão pública, atuei, opinei e me posicionei. Mas, neste momento, sou filha, sou familiar e meu papel é respeitar a mulher que me fez ser quem eu sou.

Relembrando a própria violência que sofreu, a filha da atriz pontuou que é errado utilizar isso como ataque:

Também preciso dizer com todas as letras: usar uma violência que aconteceu comigo como munição de ataque é violar meu direito como vitima e sobrevivente da violência sexual. Há cerca de dez anos, eu já fui assediada pela imprensa e pressionada a comentar publicamente aspectos íntimos da minha vida, inclusive quando assumi minha bissexualidade e quando conteúdos que havia compartilhado em espaços privados sobre a violência que vivi foram tratados como espetáculo.

Se estas pessoas dizem repudiar as violências contra as mulheres e rejeitar qualquer tentativa de ironizar ou diminuir a seriedade que essa pauta exige, então é ainda mais urgente respeitar as mulheres que sobreviveram e que, todos os dias, seguem sendo alvo de silenciamento, descrédito e desqualificação, como eu fui e ainda venho sendo. Não é ético que a imprensa, que diz defender a democracia e os direitos das mulheres, me revitimize para lucrar com um tema tão sensível. Isso me feriu profundamente e levou anos para eu me reconstruir.

Ela ainda não autorizou que sua história seja repercutida, principalmente em vigor à um reality show, já que foi um trauma em sua vida:

Não autorizo que a imprensa e perfis nas redes sociais usem a minha história pessoal sem responsabilidade, cuidado e sem qualquer compromisso com as causas às quais dediquei boa parte da minha vida. Embora sejamos pessoas públicas, eu não devo explicações sobre minha história para satisfazer mera curiosidade ou torcida de um programa de entretenimento. Não é dessa forma que construiremos debates sérios nem avançaremos no enfrentamento das desigualdades e injustiças que nos cercam.

Ela terminou afirmando que não irá mais comentar sobre o BBB e reforçou que não vai abandonar a mãe:

Encerro aqui minha manifestação sobre este episódio lamentável e, a partir de agora, irei me abster de comentar quaisquer pautas relacionadas ao BBB. Por se tratar de uma questão extremamente sensível que não vem recebendo o respeito necessário, não vou responder à imprensa, não darei entrevista e não entrarei em debate público sobre isso nas redes sociais. Também não vou abandonar minha mãe, que foi mãe solo e é parte central da pessoa que eu me tornei, apenas para alimentar um ciclo de ódio desmedido nas redes sociais.

Por fim, Morena pediu respeito diante à situação:

A única coisa que exijo é o mínimo: respeito. Ataques, mentiras, imputações e assédio serão devidamente tratados no âmbito jurídico e qualquer ataque à minha filha será denunciado às autoridades competentes.